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Resistência aos antibióticos mais do duplicou apenas nas últimas duas décadas na Europa

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KATERYNA KON/ Getty Images

Em grande parte dos países europeus, a resistência aos antibióticos usados para tratar infeções pela bacteria Helicobacter pylori infection, associada a úlceras gástricas, linfomas e cancro do estômago, mais do duplicou nos últimos 20 anos, revelou um novo estudo

Os resultados preliminares de uma nova investigação, apresentada na semana europeia da gastroenterologia, que começou no último sábado, em Barcelona, sugere que a resistência à claritromicina, usada contra a infeção por Helicobacter pylori aumentou de 9,9% em 1998 para 21,6% no ano passado. Os números são semelhantes para a resistência à levofloxacina e ao metronidazol. As conclusões foram tiradas depois da análise dos dados de 18 países europeus.

As infeções por H. pylori são complexas e requerem uma combinação de medicamentos. Estima-se que mais de metade da população mundial esteja infetada com a bactéria, embora não manifeste sinais até adoecer.

Em comunicado, o investigador de liderou o estudo, Francis Megraud, explica que "com as taxas de resistência aos antibióticos comuns a aumentar à taxa alarmante de quase 1% por ano, as opções de tratamento para a H. pylori vão tornar-se progressivamente limitadas e ineficazes de não se desenvolverem novas estratégias de tratamento".

Esta bactéria é um fator de risco conhecido para o cancro do estômago (uma em cada 100 pessoas infetadas, segundo a Organização Mundial de Saúde).