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Comer peixe com regularidade diminui o risco de cancro nos intestinos

VISÃO Saúde

Francesco Carta/ Getty Images

Cerca de 400 mil europeus foram monitorizados durante 15 anos para perceber a relação entre o consumo de peixe e o aparecimento de tumores malignos nos intestinos. O papel do ómega-3 surgiu em destaque

Uma alimentação variada é consensualmente a melhor forma de prevenir doenças. O mais recente estudo sobre o aparecimento de cancro nos intestinos vem dar mais importância ao consumo de peixe, seja ele de que tipo for.

Um estudo levado a cabo por cientistas da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) seguiram 476.160 pessoas de toda a Europa ao longo de 15 anos, com o objetivo de perceber se o consumo de peixe está relacionado com o aparecimento de doenças ao nível dos intestinos. Os resultados demonstraram uma redução do risco da doença na ordem dos 12%.

"As razões biológicas pelas quais o consumo de peixe potencialmente reduz o risco não são totalmente compreendidas, mas uma das teorias inclui ácidos gordos específicos, como o ómega 3, encontrados quase exclusivamente em peixes, sendo responsáveis pelo efeito protetor através de propriedades anti-inflamatórias" afirma Anna Diaz Font, investigadora na agência, citada pelo The Telegraph.

Publicado na revista Clinical Gastroenteology and Hepatology, o estudo vem atribuir mais benefícios ao ómega-3, depois de já se ter comprovado que este contribui para a prevenção de doenças cardíacas e para a proteção contra a degeneração cerebral.

Portugal é o país com maior consumo de peixe fresco per capita da União Europeia, segundo dados do Observatório do Mercado Europeu da Pesca e da Aquicultura do ano 2018.