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Barbas podem ter mais bactérias do que o pelo dos cães

VISÃO Saúde

D.R.

Apesar de a amostra estudada ser pequena, investigadores suíços descobriram que as barbas podem ter mais micróbios prejudiciais à saúde humana do que o pelo destes animais

Uma nova investigação realizada pela clínica Hirslanden, na Suíça, descobriu que as barbas que os homens deixam crescer durante bastante tempo podem ter mais micróbios nocivos para a saúde dos humanos do que o pelo dos cães.

Apesar de a amostra estudada ser pequena - apenas 18 homens entre os 18 e os 76 anos e e 30 animais de raças diferentes - e de haver vários estudos que afirmam que as barbas grandes podem ser uma proteção contra várias bactérias - os investigadores descobriram que, em todas as barbas, havia uma grande quantidade de micróbios e em sete delas existiam bactérias prejudiciais à saúde humana.

Relativamente aos cães, foram encontrados altos níveis de micróbios em 23 deles, enquanto nos restantes sete as quantidades eram moderadas, mas nenhum deles era considerado nocivo para a saúde humana. A investigação tinha outro objetivo: perceber se havia risco de os humanos contraírem uma doença transmitida por um cão a partir de uma máquina de ressonância magnética que também tinha sido usada por veterinários para realizar esses exames.

Após as ressonâncias magnéticas realizadas nos cães, as máquinas foram desinfetadas e observou-se uma quantidade de bactérias "significativamente" menor em comparação com os níveis observados quando as máquinas eram utilizadas por humanos.

"Com base nas nossas descobertas, concluímos que os cães podem ser considerados "limpos", comparativamente aos homens barbudos", explica Andreas Gutzeit, um dos autores da pesquisa, ao Daily Mail.

Já em 2015, um teste realizado pelos laboratórios laboratórios Quest Diagnostics, no Novo México, Estados Unidos, descobriu que as barbas têm mais bactérias que uma casa de banho suja. Para evitar o desenvolvimento de bactérias, era aconselhado no estudo que se lavassem sempre as mãos e usasse um bom esfoliante.

Contudo, existem muitas dúvidas relativamente à credibilidade deste estudo. Keith Flett, fundador da Beard Liberation Front, uma organização inglesa que promove campanhas de apoio às pessoas com barba e se opõe à discriminação pogonofóbica (pogonofobia é o medo de barbas), já referiu não acreditar no que o estudo afirma.

"Acho que é possível encontrar todos os tipos de coisas desagradáveis ​​se se testarem amostras dos cabelos e mãos das pessoas", defende. "Não acredito que as barbas não sejam higiénicas".

Ao The Guardian, Joth Davies, fundador da Savills Barbers, em Sheffield, Inglaterra, explica que o tratamento da barba deve ser igual ao do cabelo, utilizando os mesmos produtos, até condicionador.

Hidratar diariamente a barba com um óleo próprio ou bálsamo pode ser importante, embora pareça ter um propósito mais visual e não higiénico.

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