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Os alimentos que podem ser consumidos fora da validade (e até quanto tempo depois)

VISÃO Saúde

YinYang

Saiba até durante quanto tempo pode consumir determinados alimentos e as melhores formas de os conservar

Em agosto de 2018, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária esclareceu que os produtos alimentares não perecíveis como o arroz, a massa, o feijão, chocolates e bolachas, por exemplo, podem ser vendidos após o fim da data de durabilidade mínima, não sendo essa prática ilegal. Nunca foi, aliás, mas a DGAV fez questão de clarificar esta questão depois de terem surgido algumas dúvidas por parte dos consumidores.

Estes produtos têm uma data de durabilidade mínima, ou seja, indicam que devem ser consumidos "de preferência" antes do fim de determinada data, mas não é obrigatório que saiam das prateleiras dos supermercados depois desse dia. Não se sabe exatamente quanto tempo depois este tipo de produtos ainda se encontra viável para ingerir, sem perder a sua qualidade, por isso, por precaução, deve tentar-se consumi-los o mais depressa possível depois da data indicada.

Dentro deste género de alimentos, a DECO explica que naqueles em que está indicado "consumir de preferência antes de..." , o prazo de validade contém o dia, mês e ano. Já a menção "consumir de preferência antes do fim de..." deve ser seguida pela indicação do mês e do ano.

Depois, existem os produtos que têm uma data-limite estipulada para o seu consumo e que não convém ultrapassá-la, apesar de, em alguns casos, essa validade poder ser esticada. Aqui se incluem os iogurtes, o leite, o queijo fresco e as carnes, por exemplo.

O caso dos ovos

Apesar de os ovos terem 28 dias de validade, só podem estar nas prateleiras dos supermercados 21 dias, a partir da data da colocação. Assim, é garantido que podem permanecer uma semana em casa dos consumidores, com validade. Mantê-los no frio ajuda a prolongar o prazo de validade.

Há um truque que pode ser feito em casa para saber se o ovo ainda é comestível ou não: coloca-se numa taça ou copo com água. Se o ovo flutuar, significa que se formaram gases no seu interior e já não pode ser consumido. Se for ao fundo, está bom para consumo.

A conservação

- Em relação aos produtos que se colocam no frigorífico, é importante proteger -se os alimentos com película aderente ou colocá-los em caixas herméticas;

- Os legumes e as frutas devem ser ser guardados nas gavetas;

- Relativamente à carne e os peixes frescos, podem manter-se no frigorífico durante dois dias. Após esse tempo, caso não sejam utilizados, devem ser congelados e duram bastante tempo;

- A carne picada deve ser consumida até 24 horas depois da compra, mas outras carnes cruas podem ficar no frigorífico até três dias (é importante estar-se atento ao cheiro e à cor);

- Os enlatados podem ser consumidos até bastante tempo depois do tempo recomendado. Devem é manter-se num local fresco e escuro da dispensa;

- O pão pode ser congelado e durar bastante tempo depois do prazo de validade;

- Também a massa, desde que não esteja cozinhada, pode durar muito tempo. Mais uma vez, atenção ao cheiro.

Mas, atenção... o aspeto e o cheiro não dizem tudo

Quando, em abril de 2010, Sally Davies comprou um hambúrguer e batatas fritas, no McDonald's, estava longe de imaginar que, 1095 dias depois, os alimentos estivessem impecáveis, sem vestígios evidentes de decomposição.

Diariamente, ao longo de três anos, a artista nova-iorquina vegetariana fotografou o hambúrguer e as batatas fritas e só nas últimas imagens o pão deu sinais de estar ressequido. Isto prova que um alimento contaminado pode ter um aspeto completamente normal. Por exemplo, uma carne que não esteja no frio vai degradar-se, mas as bactérias mais patogénicas podem não dar sinais evidentes.

Outro caso aconteceu também nos EUA, em 2013. David Whipple, do Utah, comprou um hambúrguer em julho de 1999 e esqueceu-se dele, embrulhado no papel, dentro do bolso de um casaco. Encontrou-o dois anos depois sem sinais de bolor ou de deterioração. . No programa de TV The Doctors, mostrou-se, anos mais tarde, como, apesar de rijo, o hambúrguer não ficou com bolor ou fungos. Justificando-se, a McDonald's disse que a carne perde água, em forma de vapor, durante a confeção. E se o produto for deixado num local pouco húmido, ainda perde mais água, secando em vez de apodrecer.

Estes exemplos provam que nem sempre o aspeto e o cheiro dizem tudo sobre a viabilidade de ingestão de um alimento.

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