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Cientistas defendem que "dormir como uma pedra" potencia "limpeza" do cérebro

VISÃO Saúde

Rakop Tanyakam / EyeEm/ Getty Images

O dormir profundamente parece potenciar a capacidade do cérebro de se livrar do "lixo'"e de proteínas tóxicas, como as que provocam a doença de Alzheimer. Foi esta a conclusão a que chegou um grupo de cientistas depois de uma investigação ainda só com ratinhos

Um grupo de investigadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos anestesiou roedores com drogas que replicam o sono profundo, tendo verificado sinais de atividade cerebral que parecem corresponder ao "sistema de limpeza" usado pelo cérebro.

O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, reforça, de acordo com os seus autores, a importância do sono profundo na função de limpeza e desintoxicação do cérebro, que implica um abrandamento da atividade cerebral e cardiopulmonar.

A equipa científica anestesiou os ratinhos com seis drogas e monitorizou a sua atividade cerebral e cardiovascular e o fluxo do líquido cefalorraquidiano no cérebro - este líquido é apontado em estudos anteriores como o agente de "limpeza'"no cérebro.

Os cientistas observaram que a atividade cerebral dos roedores parece otimizar o "sistema de limpeza" do cérebro quando são anestesiados com duas drogas ('ketamina' e 'xilazina') que melhor mimetizam o abrandamento da atividade cerebral e cardíaca que ocorre quando se dorme profundamente.

Em contrapartida, a atividade de "limpeza" do cérebro parece diminuir quando os ratinhos são anestesiados com drogas que não induzem o abrandamento da atividade cerebral.

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