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Crianças devem mesmo ser vacinadas contra a gastroenterite

VISÃO Saúde

JGI/Jamie Grill/ Getty Images

Nova recomendação: peritos aconselham que os mais novos sejam vacinados contra a gastroenterite aguda por rotavírus. Já para a varicela e hepatite A, consideram que só alguns grupos de riscos devem ser imunizados

As crianças precisam de ser vacinadas contra o rotavírus, para ficarem protegidas das gastroenterites agudas, infeções comuns nos primeiros anos de vida. A recomendação foi feita recentemente pela Comissão de Vacinas da Sociedade de Infeciologia Pediátrica e da Sociedade Portuguesa de Pediatria, depois de uma análise às vacinas que não estão incluídas no Plano Nacional de Vacinação e que, por isso, não são obrigatórias. Segundo os peritos, a vacinação tem permitido em vários países uma diminuição muito significativa no número de internamentos e de observações por gastroenterites agudas por rotavírus, assim como uma redução da quantidade de testes laboratoriais positivos. De acordo com os médicos, as duas vacinas que estão no mercado português são seguras e eficazes e podem ser dadas durante a amamentação, pois a eficácia da vacina não é alterada, garantem. Os prematuros e as crianças infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) podem também ser imunizados, reagindo bem à vacina.

Já em relação à varicela e à hepatite B, a comissão de peritos recomenda que apenas sejam imunizadas algumas crianças. No caso da varicela, uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus varicella-zoster (VVZ), que é um herpes-vírus, recordam que a vacinação universal mal sustentada pode “desviar a infeção para grupos etários mais velhos, nos quais o risco de complicações é maior”. Por isso, e notando que ela só é universal nos países onde é um importante problema de saúde pública, é recomendável que não seja dada às crianças saudáveis fora de um programa nacional de vacinação. Consideram, no entanto, que deve ser administrada a adolescentes sem história prévia de varicela e a crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos. Quanto à hepatite A, é recomendada a vacinação de crianças e adolescentes candidatos a transplante hepático, hemofílicos, que viajem para países com endemicidade intermédia ou alta, com patologia hepática crónica, com VIH, que estejam em contacto direto com doentes com hepatite A e com comportamentos sexuais de risco.