Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Há uma proteína que provoca cancro... mas ajuda no combate à obesidade

VISÃO Saúde

Justin Sullivan / GettyImages

Uma investigação realizada por pesquisadores dos EUA sugere que a proteína BP3, expressa em níveis bastante elevados em vários tipos de cancro, também pode contribuir para o controlo metabólico e, consequentemente, para a redução de peso em pessoas obesas

A proteína BP3 (Fibroblast Growth Factor Binding Protein 3- FGFBP3) que é produzida naturalmente no corpo e pode provocar cancro, também ajuda na perda de peso em pessoas obesas. Esta é a conclusão de um estudo conduzido por investigadores do Lombardi Comprehensive Cancer Center, em Washington, nos EUA, que realizou testes em ratos com excesso de peso.

A equipa observou o efeito desta proteína em animais com predisposição genética para comer mais e nos quais foi utilizado um método para fazer com que a expressão de BP3 fosse maior . Depois de 18 dias, o efeito do tratamento foi notório: os ratos perderam um terço do peso inicial.

Os investigadores acreditam que isto aconteceu porque a proteína influencia o metabolismo, controlando-o. Quando os níveis de BP3 aumentam, aumenta também a sinalização de várias susbtâncias semelhantes a hormonas que vão afetar o metabolismo (acredita-se que esta proteína imita a ação de algumas hormonas).Com o metabolismo acelerado, o açúcar no sangue e a gordura processada no fígado são convertidos em energia.

Além disso, os investigadores dizem que esta proteína provou ter um papel importante na redução de vários problemas relacionados com a obesidade , como a hiperglicemia (que pode ser um indicador de diabetes), e na cura da doença hepática gordurosa.

Os autores do estudo, publicado na revista científia Scientific Reports, acreditam que este tratamento tem potencial para conseguir reverter város problemas ligados ao excesso de peso em humanos, até porque esta proteína é natural, o que lhe confere alguma segurança relativamente aos medicamentos.

Esta proteína é expressa, contudo, em níveis bastante elevados em vários tipos tipos de cancro, daí serem necessários estudos mais intensos relativamente ao efeito desta proteína no organismo.