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Novo estudo estabelece limite de três copos de vinho por semana

VISÃO Saúde

D.R.

Os apregoados benefícios do vinho - como a prevenção de coágulos sanguíneos ou a diminuição do açúcar no sangue - só se verificam até ao limite de três copos por semana

Uma investigação da Escola de Medicina da Universidade de Washington concluiu que um copo de vinho por dia é o suficiente para aumentar em 20% o risco de morte prematura, independentemente da idade, e que a medida certa para ter efeitos positivos na saúde é não mais do que três copos por semana.

Já para quem tem antecedentes de cancro na família, qualquer quantidade aumenta o risco de desenvolver a doença.

A equipa chegou a estas conclusões depois de estudar dois grupos nos Estados Unidos: um com mais de 340 mil pessoas que tinham respondido ao inquérito nacional de saúde e outro com mais de 93 mil pacientes das clínicas dedicadas aos veteranos. Foram avaliados os riscos de doença cardíaca e cancro de todos os indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 85 anos.

O estudo confirmou a proteção conferida pelo vinho contra doenças cardíacas, mas não se tomado diariamente. Quem bebia um ou dois copos de vinho quatro ou mais vezes por semana tinha 20% maior probabilidade de morrer prematuramente, quando em comparação com os que consumiam apenas três ou menos vezes por semana.

"Um aumento de 20% no risco de morte é muito mais significativo nas pessoas mais velhas, que já estão em maior risco", considera a principal autora do estudo, Sarah Hartz, sublinhando, que, no entanto, apesar de a mortalidade aos 20 anos ser relativamente baixa, esse aumento também é "significativo". "À medida que as pessoas envelhecem, o risco de morte por qualquer causa também aumenta, portanto uma subida de 20% no risco aos 75 anos traduz-se em muito mais mortes do que aos 25", explica.

Outro estudo publicado em agosto na Lancet, conduzido por mais de 500 investigadores de um total de 243 instituições, passou a pente fino mais de mil investigações sobre o consumo de álcool e dados disponíveis sobre o tema em 195 países, entre 1990 e 2016, e concluiu que a quantidade de álcool ideal é zero. Qualquer número acima desse já mostrou associação a riscos de saúde.