Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Mulheres tratadas por médicas têm mais hipóteses de sobreviver a ataques cardíacos

VISÃO Saúde

GettyImages

Tudo porque o diagnóstico padrão continua a ser o género masculino

Mulheres tratadas por médicas têm mais hipóteses de sobreviver porque o diagnóstico padrão continua a ser o género masculino. O género interessa? No que diz respeito a ataques cardíacos, parece que sim. Tanto quem os tem como quem os trata.

O mito de que um ataque de coração é uma doença de homens ajudou a que os sintomas das mulheres sejam menos considerados e que, por consequência, o diagnóstico seja errado. Para comprovar esta teoria, três professores analisaram os registos médicos de duas décadas relativos aos pacientes que deram entrada num hospital da Florida, nos EUA, com doenças coronárias. Os dados mostraram que mais mulheres morreram quando tratadas por médicos homens, comparando com o menor número de óbitos de doentes homens que foram tratados por homens ou por mulheres.

A investigação rejeita que esteja em causa algum tipo de sexismo. A razão pode estar relacionada com o facto de os sintomas nas mulheres serem diferentes daqueles de que sofrem os homens, embora o padrão de diagnóstico continue a ter como referência o masculino, para ambos os sexos.