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Ser preguiçoso pode, afinal, ajudá-lo a viver mais tempo? A ciência diz que sim

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© Luke MacGregor / Reuters

Um novo estudo dá conta de que as espécies com taxas metabólicas mais altas têm mais probabilidade de se extinguirem relativamente às outras

Ao contrário do que se pensava até agora, a preguiça pode ajudá-lo a viver por mais tempo. A descoberta é de um grupo de investigadores americanos e ingleses que, depois de analisarem dados de vários moluscos do Período Neogénico e moluscos recentes (bivalves e gastrópodes), repararam que aqueles que tinham menor gasto de energia sobreviveram durante muito mais tempo do que os que tinham uma taxa metabólica mais alta.

Nesta pesquisa, publicada na revista científica Journal of Proceedings da Royal Society B: Biological Science, a célebre expressão do biólogo Herbert Spencer "sobrevivência do mais apto" parece não se aplicar. Na verdade, o que é sugerido é que a preguiça pode, realmente, ser um bom requisito para uma maior longevidade.

"Talvez a longo prazo a melhor estratégia evolucionária para os animais seja ser-se preguiçoso e lento", diz Bruce Lieberman, professor de ecologia e biologia evolucionária à agência de notícias UPI. "Quanto mais baixa for a taxa metabólica, mais provável será a sobrevivência das espécies".

O objetivo dos investigadores é descobrir de que forma podem ajudar a manter a longevidade de espécies em extinção, a partir desta descoberta.

Claro que há muitas razões que fazem com que uma espécie se extinga, mas saber que o metabolismo desempenha um papel fundamental na sobrevivência das espécies pode ajudar a determinar qual a probabilidade de elas desaparecerem nos próximos tempos.

Os especialistas pretendem, agora, analisar a relação entre o metabolismo e a extinção em outros grupos de animais de forma a tornar o estudo mais consistente, uma vez que foi analisado apenas um grupo muito pequeno de espécies.