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Uma camisola nova e menos dores: Como tricotar faz bem à saúde

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D.R.

Uma organização britânica que tricota para ajudar quem precisa, e que tem mais de 15 mil membros, mergulhou nos vários estudos sobre o tema para apresentar uma extensa lista de benefícios físicos e mentais

Paulo Miguel Godinho

A Knit for Peace, uma rede de mais de 15 mil pessoas que tricotam para ajudar os outros, no Reino Unido, analisou vários estudos sobre os efeitos desta prática na saúde física e mental e realizou um inquérito a mil dos seus membros. Conclusão: fazer tricô leva uma diminuição dos sintomas de depressão e ansiedade, retardamento do ínicio da demência e distração em relação à dor crónica.

Um dos estudo analisados foi realizado em 2007 por um instituto ligado à faculdade de Medicina da Universidade de Harvard que demonstrou o efeito calmante que advém de tricotar e não apenas a nível psicológico - Os resultados mostram que o ritmo cardíaco baixa, em termos médios, 11 batidas por minuto, um efeito semelhante ao alcançado com uma sessão de yoga.

Esta atividade pode ainda reduzir a probabilidade de perda de memória e de capacidade cognitiva, como concluiu estudo publicado no Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences, em 2011, que avaliou o efeito em idosos com idade superior ou igual a 70 anos.

Mas há mais: no meio da repetição do movimentos das agulhas, é libertada serotonina um neurotramsissor com influência na regulação dos estados de humor e na sensibilidade à dor. Ou seja, tricotar pode fazer com que fique de melhor humor e até servir como analgésico.

Os benefícios do tricô estendem-se ainda à dimensão social. "É uma atividade social que ajuda a ultrapassar o isolamento e solidão, muitas vezes características de uma idade avançada. É uma capacidade que pode perdurar mesmo quando a visão e a força atrofiam", constata o relatório da associação, que mostra ainda que 65% das pessoas que responderam ao seu inquérito disseram que tricotar para outros os fazia sentirem-se úteis.