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A improvável vantagem de ser traída

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D.R.

A traição pode ser vista como um dos mais devastadores acontecimentos numa relação, mas, agora, um estudo encontrou benefícios... quando as vítimas são elas

Paulo Miguel Godinho

Uma mulher traída pode, afinal, ganhar com a separação que se segue a uma traição. Mais maturidade e maior inteligência emocional são dois dos frutos que uma mulher colhe a longo prazo, a juntar ao ponto final na relação com o homem que a traiu. Mas há outro, que vai contra tudo o que até aqui se associa à infidelidade: um aumento da autoconfiança que ocorre entre seis meses e um ano depois da separação.

A inesperada conclusão nasceu de um estudo, que consta no livro The Oxford Handbook of Women and Competition, onde se explica que "a mulher que 'perde' o seu parceiro vai atravessar um período doloroso depois da separação, mas sairá desta experiência com maior inteligência para os relacionamentos que irá permitir-lhe identificar pistas em futuros parceiros que possam indicar pouco valor", como refere Craig Morris, um dos autores da investigação.

Pondo a vítima no papel de quem sai a ganhar de uma traição, impõe-se perguntar quem sai a perder: ele, claro, mas não só. A "outra" também está incluída na lista dos derrotados. E é fácil perceber porquê, uma vez que é ela que vai ter que lidar com um homem que já se mostrou incapaz de ser fiel.

Esta é a conclusão do inquérito efetuado a 5705 pessoas de 96 países, sobre os efeitos de uma separação desencadeada por uma (ou várias) traições.

Como se tudo isto não bastasse, a investigação revela um pormenor que pode satisfazer o desejo escondido de "vingança" da vítima de traição: os resultados do inquérito mostram que o novo relacionamento do homem traidor dificilmente será duradouro...