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Cortar na gordura ou nos hidratos de carbono? É um empate

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D.R.

A experiência feita pela Universidade de Stanford dividiu 609 adultos com excesso de peso entre dietas low-fat (pouca gordura) e low-carb (poucos hidratos de carbono) e comparou os resultados após um ano

Talvez com estas novas conclusões publicadas na revista médica Journal of the American Medical Association chegue ao fim o debate: moderar no consumo de gorduras ou de hidratos de carbono têm resultados semelhantes na perda de peso.

"Todos nós ouvimos histórias de um amigo que fez uma dieta que funcionou muito bem, enquanto para outro não resultou. É porque somos diferentes e estamos a começar a entender as razões para essa diversidade. Talvez não devessemos perguntar qual é a melhor dieta, mas qual se adequa melhor a quem”, pondera Christopher Gardner, professor da universidade norte-americana de Stanford e principal autor do trabalho.

A equipa de investigadores dividiu os 609 participantes em dois grupos: os que fizeram a dieta com redução de hidratos de carbono e os que diminuíram as gorduras durante o período de um ano. Até o final da experiência, 20% abandonaram o estudo por motivos externos.

Antes de iniciarem as dietas, os participantes tiveram parte do seu código genético sequenciado para que os cientistas pudessem encontrar padrões de genes associados à atuação do metabolismo com hidratos de carbono ou gorduras. Em seguida, fizeram um teste de insulina e ingeriram uma dose de glicose com o estômago vazio. O objetivo era avaliar a produção da hormona no corpo.

Foi pedido aos participantes, nas primeiras oito semanas, que limitassem o consumo de gorduras ou hidratos de carbonos - de acordo com a dieta atribuída - para apenas 20 gramas. Após o segundo mês, foi permitido incorporar gradualmente à dieta uma quantidade de 5 a 15 gramas, de modo a alcançar um equilíbrio.

Ao final dos 12 meses, os indivíduos nos dois grupos perderam, em média, 13 kg. Apesar de alguns terem perdido mais peso que outros, Gardner aponta que não foram encontradas associações entre os genótipos ou níveis de insulina. "Nós queríamos que os participantes escolhessem um plano de dieta com baixo teor de gordura ou baixo teor de hidratos de carbono que eles poderiam adotar para sempre, em vez de uma dieta alimentar abandonassem assim que o estudo terminasse", explica ele.