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O que pode aprender com a forma como pessoas que se tornaram ricas escolhem as suas relações

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Um estudo de cinco anos sobre os hábitos de pessoas que não eram mas que se tornaram ricas permitiu perceber o tinham em comum nas suas amizades e levou o autor a enumerar os 11 traços que conduzem a uma relação positva

Em março de 2004, o norte-americano Thomas C. Corley, consultor financeiro, orador, escritor e colaborador com vários meios de comunicação, começou a estudar os hábitos de 361 pessoas: 233 ricas e 128 pobres. Dos 233 indivíduos ricos, 177 tornaram-se milionários por esforço próprio e 56 herdaram fortunas.

Thomas focou-se no primeiro grupo - os indivíduos que se tinham tornado ricos pelo seu próprio trabalho, dos quais 105 tinham origem na classe média e 72 na classe baixa - e concluiu que a forma como travavam amizades era diferente.

Durante cinco anos, o autor analisou os hábitos destas pessoas através de entrevistas presenciais, chamadas telefónicas e via e-mail. Para evitar que as respostas fossem influenciadas, o autor não revelava aos inquiridos que estavam a participar num estudo, o que os especialistas chamam de "estudo cego".

Cada participante respondia a 20 questões sobre as suas atividades do dia-a-dia. No fim, Thomas combinou as respostas e publicou as conclusões a que tinha chegado no livro "Change Your Habits Change Your Life" ("Muda os teus hábitos muda a tua vida).

Normalmente, escreve o autor, uma pessoa escolhe inconscientemente os amigos e até o parceiro para a vida baseando-se no facto de se sentir, ou não, confortável na companhia dessa pessoa. Mas Thomas C. Corley percebeu que os indivíduos que mais tarde se tornaram ricos, não seguiam esta linha de pensamento e faziam um esforço consciente para criar relações com indivíduos que tinham aquilo que eles aspiravam a ter: dinheiro e sucesso.

Esta escolha consciente leva o autor a concluir que o melhor é escolher relações que nos puxem para cima em que empurrar para baixo.

Uma pessoa que pode vir a ser uma mais valia na sua vida deve ter, então, um ou mais dos seguintes 11 traços de personalidade:

- Bons hábitos;
- Pensamento positivo;
- Ser confiável;
- Atitude estimulante;
- Lealdade;
- Estabilidade financeira;
- Ética de trabalho árduo;
- Responsabilidade;
- Disciplina;
- Entusiasmo;
- Gratidão.

As amizades com pessoas bem sucedidas estimulam uma mentalidade mais positiva e uma melhor atitude.

Mas, além de se aproximar de indivíduos com este tipo de ideias, Thomas C. Corley defende que deve também eliminar as pessoas tóxicas. Algumas pessoas são tão negativas que acabam por nos contagiar, por isso deve evitar quem tem maus hábitos, pensamentos negativos e mentalidade de vítima.

Thomas Corley acredita que "quando tomar consciência dos traços desses dois grupos diferentes, isso vai abrir-lhe os olhos. Vai começar a ver as vantagens e desvantagens de cada indivíduo com quem contactar, o que vai ajudá-lo a decidir quais os relacionamentos a desenvolver e quais evitar" e acrescenta ainda que "relações enriquecedoras infetam-no com bons hábitos, mentalidade positiva e entusiasmo. Essas pessoas vão abrir-lhe portas. Vai acabar por perceber que as circunstâncias da sua vida melhoram assim que começar a passar mais tempo com essas pessoas".