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Será o figo o novo abacate?

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Baixos em calorias, ricos em vitaminas e minerais. Os figos estão na moda e a tomar o lugar dos abacates

Se a vida de um produto, seja ele comestível, tecnológico ou decorativo, se medisse na quantidade de fotos na rede Instagram poderíamos dizer que os figos estão bem posicionados na sua categoria. As mais de 600 mil imagens deste fotogénico fruto – embora longe dos 7 milhões do abacate – fazem jus ao ditado “os olhos também comem”. O abacate tem andado na pontas dos dedos de muitos internautas que gabam a suas propriedades antioxidantes que fortalecem o sistema imunológico.

Será este o ano do figo? A centenária empresa suíça Firmenich – especialista na criação de fragrâncias para perfumes e sabores para a indústria alimentar – diz que sim e nomeou-o sabor do ano.

A empresa refere que o consumo de produtos com sabor a figo cresceu mais de 80% entre 2012 e 2016 e que despertou para este paladar durante o boom dos iogurtes gregos, em 2010.

Se já era utilizado em cereais e compotas, por exemplo, multiplicou-se, depois, para os iogurtes, infusões, pastilhas elásticas ou bebidas energéticas.

Fruto não, flor!

Desmistifique-se desde já que o figo não é um fruto, mas sim uma flor. É como uma espécie de flor invertida que floresce internamente com as sementes.

Com a apetência geral por produtos saudáveis com propriedades benéficas para a saúde, vários legumes, frutos ou sementes têm saído do armário dos colocados-à-margem. Se a isto se juntarem as campanhas de marketing e a profusão de comentários e dicas nas redes sociais, então o efeito boom não é de estranhar.

De pele verde (pingo de mel) ou roxa (chamados de figos pretos) começam agora a adornar pratos ou a serem eles mesmo o ingrediente principal, como figos com queijo de cabra, salada de figo ou com queijo e presunto. Há quem lhes tire a pele e os que acham “insultuoso” fazê-lo, assim como nem pensar em cozinhá-los: são para ser comidos frescos ou na modalidade de figos secos.

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Bons em...

Na sua composição, os figos frescos são ricos em fibras, minerais e vitaminas. Contêm vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina K, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio, potássio e cálcio.

São baixos em calorias: 100 gr de figos correspondem a 79 calorias. Já a mesma porção de figos secos têm 270 calorias, pois a desidratação faz com que sejam mais pequenos e mais leves.

A nutricionista Alva Martins refere que o “consumo de figos é benéfico para a saúde” e que “até pode ser muito mais interessante o seco do que o fresco, já que pode ser comido como snacks” a meio da manhã ou da tarde e durante o ano inteiro.

Para Alexandra Aleixo, médica e nutricionista do Hospital do Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, os figos têm propriedades interessantes e deixa bem claro que “o tabu de que os diabéticos não podem comer figos” é falso. “As pessoas não podem ser prisioneiras do medo de comer o que quer que seja. Medo é ignorância”

E dá um exemplo: 2 figos grandes (cerca de 100 gramas) têm a mesma quantidade de hidratos de carbono que uma maçã pequena ou uma laranja grande. Assim, “não há razão nenhuma para que um diabético não coma dois figos”. Claro que um prato inteiro “está fora de questão”.