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Número de nados-mortos pode ser cortado pela metade se grávidas dormirem de lado no último trimestre

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Ian Waldie/ Getty Images

Uma nova campanha no Reino Unido quer alertar para a ligação entre o dormir de costas nos últimos três meses de gravidez e o nascimento de bebés já sem vida

Com o início campanha "Sleep On Side" (dormir de lado), o centro de investigação sobre os partos de nados-mortos da organização Tommy, em Manchester divulga o quarto e mais recente estudo sobre o tema, que confirma a ligação entre a posição supina (sobre as costas) no final da gravidez e a morte fetal.

Em colaboração com pais e médicos, a organização criou também uma animação para alertar para a importância de optar por dormir de lado no terceiro trimestre.

Para este novo estudo, o maior até agora sobre o tema, foram observados os casos de mais de mil grávidas: 291 com partos de nados-mortos e 735 com nados-vivos, com os resultados a confirmarem estudos anteriores, realizados na Nova Zelândia e na Austrália, levando os investigadores a estimar que a opção pela posição certa para dormir a partir das 28 semanas pode salvar 100 mil bebés em todo o mundo, por ano.

Apesar de o conselho se aplicar a todos os momentos do sono, incluindo sestas, os cientistas consideram que não é caso para alarme se a grávida acordar de costas durante a noite. É uma questão de voltar, nesse caso, a assumir uma posição lateral.

Porque é que dormir de costas é um risco não é totalmente claro, mas há várias teorias: o peso do bebé, juntamente com o do útero, pressiona as principais veias que fornecem sangue ao útero, o que pode diminuir tanto o abastecimento de sangue como de oxigénio ao feto. Outra possível explicação diz respeito às perturbações da respiração durante o sono, que pioram quando a mulher dorme de costas. Neste caso, o periogo é acrescido em grávidas com excesso de peso, que só por si também têm um risco acrescido de o bebé nascer sem vida.