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Químicos perigosos encontrados em várias comidas para bebés

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Em quase 80% das amostras de leite adaptado foi encontrado arsénio; 58% da comida para bebés tinha níveis detetáveis de cádmio; 60% dos produtos que se dizem livres de BPA não passaram no teste de deteção da substância cancerígena. Estes são apenas parte dos resultados de um novo estudo, que analisa os produtos mais comprados nos EUA nos últimos cinco meses

Foram encontrados químicos como arsénico, chumbo, cádmio e acrilamida nos produtos destinados à alimentação dos bebés analisados pelo Clean Label Project, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que defende a transparência ao consumidor.

A organização pediu a um "laboratório acreditado" que analisasse cerca de 530 produtos de 60 marcas - entre snacks, cereais, leites em pó, bebidas e comidas enlatadas – que, segundo dados da consultora Nielsen, foram os mais comprados nos últimos cinco meses.

Dos produtos analisados, os investigadores descobriram que 65% contêm arsénico - uma toxina associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e cancro (e os certificados como "orgânicos" chegavam a ter duas vezes mais do que os "normais"); 58% contém cádmio - um metal cancerígeno; 36% contém chumbo – um metal tóxico e particularmente danoso para crianças pequenas; e 10% contém acrilamida – um químico produzido durante a confeção dos produtos e associado a danos cerebrais, cancro e dificuldades reprodutoras.

No caso do leite em pó, 80% acusou a presença de arsénico - em alguns casos em doses superiores ao que é considerado "vestígio" - e nas fórmulas à base de soja foram encontrados níveis de cádmio sete vezes superiores aos encontrados noutras fórmulas.

A mesma análise concluiu que 60% dos produtos que afirmavam ser "BPA free", ou seja, que não continham bisfenol A – um químico industrial usado na produção de plásticos e proibido em certos países - acusaram a presença da substância.