Visão Mais

Siga-nos nas redes

Perfil

Chocolate para prevenir a diabetes? Sim, mas...

Visão Mais

Um novo estudo revelou que alguns compostos presentes no cacau podem ajudar na prevenção da diabetes

Um novo estudo, levado a cabo por investigadores da Universidade de Brigham Young, EUA, descobriu que compostos presentes no cacau melhoram a secreção de insulina que, por sua vez, ajuda a responder de forma mais eficaz à glicemia.

A insulina é a hormona, segregada pelo pâncreas, que vai captar a glicose presente na corrente sanguínea e levá-la para as células de todo o corpo onde será utilizada como energia. A diabetes surge quando o corpo não produz insulina suficiente, levando a um aumento dos níveis de açúcar no sangue.

A notícia, no entanto, não representa uma luz verde para o consumo indiscriminado de chocolate: "É um composto presente no cacau que nos interessa", explica o autor do estudo Jeffery Tessem.

A investigação, publicada no Journal of Nutritional Biochemistry, descobriu que as chamadas células beta, responsáveis pela produção de insulina, funcionam melhor na presença aumentada de monómeros de epicatequina, existentes naturalmente no cacau.

O novo estudo baseou-se numa experiência com ratos do Instituto Politécnico e da Universidade Estadual da Virgínia, que concluiu que os roedores perderam peso e viram melhorada a sua capacidade para lidar com nívels alto de glicose no sangue quando passaram a receber monómeros de epicatequina na sua dieta.

Quando os investigadores da Universidade de Brigham Young analisaram o porquê deste resultado descobriram então que os monómeros de epicatequina melhoraram a capacidade das células beta produzirem insulina.

Os investigadores quer agora encontrar formas de retirar o composto do cacau e utilizá-lo na prevenção e tratamento da diabetes. “Estes resultados ajudam-nos a ficar mais perto de uma utilização mais eficaz destes compostos em alimentos ou suplementos para manter o controlo normal da glicose no sangue e potencialmente até atrasar ou prevenir o aparecimento da diabetes tipo 2” defende Andrew Neilson, co-autor do estudo.