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Enquanto não é descoberto o "elixir da juventude", este tipo de exercício é o mais parecido

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Luís Barra

São já vários os estudos a chegar à conclusão de que fazer exercício físico é um verdadeiro medicamento para prevenir o declínio cognitivo do cérebro relacionado com a idade e não só

Com o avançar da idade, a memória tende a falhar, o cérebro torna-se mais lento e o humor pode nem sempre ser o melhor. No entanto, vários estudos recentes encontraram o mais parecido com o medicamento ideal: o exercício físico aeróbico.

Um estudo, da Universidade de Canberra na Austrália, propôs-se determinar se o exercício físico é realmente eficaz na melhoria da função cognitiva. Os resultados obtidos revelaram que o exercício físico melhorou a função cognitiva em pessoas com mais de 50 anos. O principal autor do estudo, Joseph Northey, sugere que pessoas com uma idade superior a 50 anos devem fazer de 45 minutos a uma hora de exercícios aeróbicos. Quantas vezes por semana? “Tantos dias quanto possível”.

Estes resultados vão de encontro a um outro estudo, agora publicado, que contou com a participação de vários investigadores americanos e que examinou os efeitos dos exercícios aeróbicos sobre a função cognitiva, numa amostra nacional de pessoas que sobreviveram ao cancro da mama. Os investigadores queriam perceber se atividades físicas como andar ou nadar poderiam ter algum efeito sobre o cérebro de uma pessoa que passou por um processo de quimioterapia, que pode causar perdas de memória e dificuldades de concentração. Aos participantes do estudo foram dados cerca de 300 acelerómetros que seguiam todas as suas atividades físicas diárias, e o acesso a uma aplicação com questionários projetados para medir a atenção e a memória. Após uma semana, as pessoas que praticavam exercícios aeróbicos todos os dias não só apresentaram menos cansaço em comparação com aquelas que praticaram pouco ou nenhum exercício físico, como também obtiveram resultados claramente melhores nos questionários da aplicação.

Um outro estudo piloto descobriu que pessoas com transtornos depressivos que caminham 30 minutos por dia durante dez dias consecutivos têm uma melhoria substancial de humor.

Estes estudos mostram que qualquer tipo de exercício físico que faça transpirar e aumentar o ritmo cardíaco durante um período de tempo continuado - exercício aeróbico - tem um impacto positivo no cérebro, um benefício que os investigadores associam ao aumento do fluxo sanguíneo no cérebro.