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Nove fatores e atitudes (com garantia científica) que promovem a felicidade

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Christopher Furlong / GettyImages

Não há objetivo mais comum e transversal: ser feliz. E apesar de não existir uma fórmula científica para alcançar a felicidade, a proliferação de investigações sobre o tema já permitiu identificar nove fatores e comportamentos que são meio caminho andado

Apesar de os muitos estudos apenas conseguirem encontrar correlações, alguns comportamentos, atitudes e escolhas revelaram-se uma parte determinante para felicidade - as investigações também têm concluído que só cerca de 40% da nossa felicidade está sob o nosso próprio controlo, enquanto o resto é determinado pela genética e por fatores externos.

Ainda assim, aqueles 40% significam que ainda muito está nas nossas mãos no que toca à felicidade e estes nove comportamentos já deram provas de "eficácia".

Ter relações de confiança

Um estudo do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Harvard acompanhou centenas de homens durante mais de 70 anos e concluiu que os mais felizes e mais saudáveis eram os que cultivavam relações afetivas fortes com pessoas em quem eles confiavam para os apoiar.

Valorizar tempo em vez de dinheiro

Vários estudos têm vindo a mostrar que pessoas mais felizes preferem ter mais tempo nas suas vidas em vez de dinheiro. Um deles, publicado no Social Phychological and Personality Science, pediu a milhares de americanos para responder a uma pergunta: preferem mais tempo ou mais dinheiro? Apesar da maioria ter respondido que preferia ter mais dinheiro, escolher ter mais tempo foi associado a uma maior felicidade.

Ter dinheiro para pagar as contas

Outro estudo debruçou-se sobre a eterna questão: o dinheiro compra a felicidade? Uma análise a 450 mil respostas concluiu que o bem estar das pessoas aumenta - mas não a felicidade - com um rendimento anual de até cerca de 65 mil euros (mas os investigadores não encontraram diferenças a partir daí). Um baixo rendimento está associado, por sua vez, a um mal estar emocional.

Desacelerar

As pessoas que refletem sobre os momentos marcantes vida tendem a ter uma maior satisfação. Um conjunto de três estudos avaliou as consequências de escrever, falar e pensar sobre momentos marcantes da vida. Nos estudos 1 e 2, os estudantes que participaram escreverem, falaram para um gravador ou pensaram em privado sobre a pior ou melhor experiência durante 15 minutos em três dias consecutivos. No estudo 3, os alunos escreveram ou pensaram sobre o seu dia mais feliz. Os resultados revelaram que os alunos que processaram uma experiência negativa através da fala ou da escrita tiveram uma maior satisfação e uma melhoria na saúde mental e física em comparação com aqueles que apenas pensaram no assunto.

A bondade aumenta o humor

Atividades de voluntariado ou até simplesmente dar boleia a um amigo podem contribuir para a felicidade. Segundo um estudo as pessoas que realizavam atos de bondade relatavam ser mais felizes.

Ter atividade física

Um estudo publicado no BioMed Central Public Health analisou os dados do Eurobarómetro 2002 de 15 países para avaliar a associação entre a felicidade e o volume de atividade física ajustada ao sexo, idade, país, saúde, estatuto de relacionamento, emprego e educação. Os resultados obtidos revelaram que o aumento da atividade física está associado a níveis mais altos de felicidade.

Valorizar mais a diversão do que os bens materiais

As pessoas tendem a ser mais felizes se gastarem dinheiro, por exemplo, em viagens, do que se adquirirem bens materiais.

Um estudo publicado no Journal of Consumer Psychology revelou que gastar dinheiro em experiências traz uma felicidade mais duradoura do que comprar bens materiais.

Meditar

O mindfulness, ou o estado de atenção plena ao momento presente, contribui, concluiu um estudo, para um comportamento auto-regulado e estados emocionais positivos.

Interagir com os outros

Um estudo testou se o bem estar subjetivo está apenas relacionado com interações com pessoas com quem temos laços fortes ou se também está relacionado com as interações com pessoas com quem temos laços sociais mais fracos. Os resultados obtidos revelaram que os alunos que participaram no estudo estavam mais felizes e tiveram um sentimento maior de pertença nos dias em que interagiram com mais colegas da turma que o habitual.