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Como criar uma criança bem sucedida, segundo a psicologia

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Sean Gallup/Getty Images

O "segredo" está, dizem, garantem duas professoras, no desenvolvimento de seis capacidades específicas, os seis C

Quando se é pai, as questões - e as sugestões! - em torno da educação dos filhos são sempre mais que muitas e não serão muitos menos os livros que se propõem funcionar como um "manual" para educadores, desde o berço até à adolescência.

O livro "Becoming Brilliant - What Science Tells Us About Raising Successful Children" (Tornar-se brilhante: o que a ciência nos diz sobre criar uma criança bem sucedida), lançado no ano passado por dois professoras, foca-se, como se percebe pelo título, na ciência de educar uma criança para que tenha sucesso no futuro.

Em declarações à NPR, Kathy Hirsh-Pasek e Roberta Golinkoff, ambas psicólogas, defendem que “estamos a treinar as crianças para fazerem o que os computadores fazem, que é cuspir factos. E os computadores vão ser sempre melhores que os seres humanos nisso. Mas no que eles não vão ser melhores é no ser sociável, construir relacionamentos, ser cidadãos numa comunidade. Por isso precisamos de mudar toda a definição do que significa sucesso, dentro e fora da escola.”

As autoras acreditam que as crianças devem desenvolver capacidades específicas que, no futuro, lhes vão permitir ser bem-sucedidas. São seis e são conhecidas pelos seis C, em referência à sua inicial em inglês:

Colaboração

Colaborar com os outros. Aprender a entender e a trabalhar com as necessidades dos outros é o primeiro passo para o sucesso. É tão crucial na escola como em casa. É fundamental que as crianças saibam colaborar com os outros.

Comunicação

A comunicação inclui falar, escrever, ler e ouvir.

Conteúdo

O conteúdo constrói-se a partir da comunicação. Depois de a comunicação estar bem desenvolvida é possível a aprendizagem de novos conteúdos como a matemática e a ciência.

Pensamento crítico

O pensamento crítico depende do conteúdo. É o que se faz quando se obtém o conteúdo. Se não soubermos nada, não podemos criticar.

Inovação criativa

A inovação criativa requer o conhecimento sobre algo. É preciso conhecer bem alguma coisa para se fazer algo novo.

Confiança

A confiança é crucial para ensinar as crianças a assumir riscos que sejam seguros.

É preciso, argumentam as duas professoras, que as crianças sejam encorajadas nestas seis áreas, que, por sua vez, se dividem em quatro níveis cada uma. No caso do pensamento crítico, as autoras definem como nível 1 o acreditar simplesmente no que lhes é dito; No segundo nível, já se percebe que há vários pontos de vista e no terceiro, já se tem uma opinião; No nível 4, fala-se de provas e dúvidas.

“Para ter uma criança desenvolvida a nível do pensamento crítico, não a vai calar quando fizer uma pergunta", exemplifica ainda Golinkoff. "Não vai ficar-se pelo 'porque'. Vai encorajá-la a perguntar mais. E quer que compreenda como os outros pensam".