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Viver numa cidade barulhenta pode aumentar o risco de desenvolver doenças cardíacas

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Gonçalo Rosa da Silva / Arquivo VISÃO

Um novo estudo britânico revela que o ruído das cidades pode constituir um dos factores de risco para contrair doenças de coração

Sabe-se que um ambiente quotidiano de exposição contínua a ruídos, poluição e áreas lotadas não traz qualquer benefício para a saúde e bem estar. Nesse âmbito, uma recente investigação da Universidade de Nottingham Trend, no Reino Unido, estudou os efeitos que a cacofonia das cidades tem na saúde e descobriu que os sons flutuantes das ruas podem afetar os ritmos cardíacos, o que pode representar risco de desenvolver doença cardíaca.

Os investigadores analisaram como as mudanças constantes de ruído, mesmo em níveis baixos, têm um efeito imediato e perturbador nas frequências cardíacas. Para chegar a esta conclusão, a equipa colocou sensores móveis num grupo de participantes, para medir o ritmo cardíaco enquanto andavam pela cidade de Nottingham, durante 45 minutos.

“Descobrimos que as mudanças rápidas do ruído resultaram num rápido distúrbio no ritmo cardíaco normal dos participantes. Se esse padrão for repetido regularmente, existe um perigo que isso possa levar a problemas cardiovasculares”, alerta Eiman Kanjo, uma das autoras do estudo.

Esta investigação representa o primeiro estudo que utilizou sensores para analisar o impacto, a curto prazo, que o ambiente urbano pode ter na saúde. Os investigadores indicaram ainda que, além do ruído, a pressão do ar e os níveis de luz também podem provocar efeitos na frequência cardíaca, temperatura corporal e alterações na atividade eletrodérmica da pele.

Apesar de nenhum dos participantes ter desenvolvido algum problema cardíaco, Kanjo adverte para alguns perigos: “A exposição humana repetida a poluentes ambientais, como o ruído, poluição do ar, trânsito ou mesmo áreas lotadas pode causar graves problemas de saúde que vão desde dores de cabeça e distúrbios de sono, até doenças cardíacas.”