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Estudo revela que morrer pode ser mais prazeroso do que se pode imaginar

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Jim Young / Reuters

Contrariamente ao que é comum pensar, os últimos momentos de vida não são obrigatoriamente marcados por sentimentos de tristeza e sofrimento. Um novo estudo revela que as emoções são mais positivas nos momentos finais

Pensar na nossa própria morte pode ser angustiante e particularmente perturbador. No entanto, uma nova pesquisa revelou que as pessoas que estão mais próximas do momento de morrer sentem emoções mais positivas do que o que é comum pensarmos.

“Quando imaginamos as nossas emoções quando abordamos a questão da morte, pensamos em sentimentos de tristeza e terror. Mas acontece que morrer é menos triste e terrível - e mais feliz - do que pensamos”, diz Kurt Gray, investigador da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, e um dos autores do estudo.

A investigação analisou as publicações no Facebook de pacientes com cancro e esclerose lateral amiotrófica, em estado terminal, e as últimas palavras de presidiários no corredor da morte. Estas declarações foram comparadas a publicações de voluntários que se imaginaram nas mesmas situações. Os resultados revelaram que as pessoas que estavam mais próximas do momento da morte foram mais positivas nas suas emoções.

Os investigadores explicam que, tanto os pacientes em estado terminal como ou presidiários, concentravam-se em questões como religião e família para ajudar a aliviar a ansiedade. “Os seres humanos têm uma incrível capacidade de adaptação - física e emocional - e fazemos o nosso dia-a-dia, independentemente se vamos morrer ou não”, diz Gray.

“Na nossa imaginação, morrer é solitário e sem sentido, mas as publicações dos pacientes terminais e as últimas palavras dos presidiários estavam cheias de amor, conexão social e significado”, acrescenta.