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Dormir para emagrecer: Os efeitos perigosos da famosa dieta do sono

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TOSHIFUMI KITAMURA/ Getty Images

A “Dieta da Bela Adormecida” parece um dois em um perfeito: dormir para emagrecer. Este método de perda de peso existe há décadas, mas alguns profissionais de saúde alertam agora para os seus efeitos perigosos

Boas rotinas de sono são fundamentais para a saúde física e mental e, numa era em que o stress e problemas de ansiedade tendem a crescer, são cada vez mais recomendadas por médicos. No entanto, algumas pessoas levam estas recomendações mais longe.

A chamada “Dieta da Bela Adormecida” sugere períodos de sono anormalmente longos que, com a ajuda de sedativos, podem durar 20 horas. Depois de ter sido usada por Elvis Presley, esta técnica tornou-se popular e foi ganhando força em blogues onde comunidades de mulheres que passaram por problemas de anorexia partilham hábitos e rotinas de saúde.

“Eu apenas tomo alguns analgésicos fortes que geralmente me fazem dormir durante horas. Também afetam o estômago e impedem que tenha fome, então eu faço isso o tempo todo”, diz uma das publicações.

Mas se, aparentemente, este é um método simples e (de certa forma) eficaz, os médicos advertem para os efeitos negativos que esta dieta pode originar, principalmente em casos de sobredosagem de medicação. “Se as pessoas têm de confiar em medicamentos para produzir sono – como benzodiazepinas, que são viciantes – estão a colocar-se em risco de dependência”, explica Tracey Wade, professora na Faculdade de Psicologia da Universidade Flinders, na Austrália, ao site Broadly.

“Não é só deixar o corpo dormir mais do que precisa. Também terão de usar níveis de dosagem cada vez maiores para obterem o efeito que pretendem”, acrescenta.

Wade alerta ainda para os problemas de isolamento social e de saúde mental que podem surgir deste hábito: “Sabemos que a depressão também desencadeia a alimentação desordenada. Parece que [este método] irá simplesmente empurrar as pessoas para um ciclo vicioso de perturbação alimentar.”