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Não tomou o pequeno-almoço? Saiba o que isso provoca no seu corpo

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As vantagens e desvantagens de tomar (ou não) o pequeno-almoço são frequentemente discutidas por especialistas de nutrição. Um novo estudo revela o que acontece ao nosso corpo quando "saltamos" esta refeição

Tomar ou não o pequeno-almoço não é consensual entre os profissionais de saúde. Se alguns afirmam que esta é a refeição mais importante do dia, outros dizem que a restrição pode ser benéfica na perda de peso.

Em janeiro, uma investigação da American Heart Association revelou que as pessoas que tomam o pequeno-almoço têm menos probabilidade de desenvolver doenças cardíacas e níveis elevados tanto de colesterol como de pressão arterial. Mas os investigadores afirmaram não existirem provas científicas que demonstrem que quem não tem o hábito de comer de manhã deve começar fazê-lo.

Agora, um novo estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition revela o que realmente acontece ao nosso corpo quando não se toma o pequeno-almoço: Ocasionalmente, saltar esta refeição pode ajudar a queimar mais calorias, mas, quando se torna um hábito, pode aumentar o risco de inflamações.

Um grupo de investigadores da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, analisou 17 adultos saudáveis em três dias diferentes: num dia os participantes saltavam o pequeno-almoço; noutro tinham três refeições regulares e no outro saltavam o jantar. Nos dias em que se saltava uma refeição, as outras duas refeições eram compensadas com níveis mais altos de calorias.

Foram realizadas, diariamente, análises ao sangue para medir os níveis hormonais, a atividade das células imunitárias e as concentrações de glicose e insulina.

Os investigadores concluiram que as concentrações de glicose, a resistência à insulina e os marcadores de inflamação eram mais elevados depois do almoço nos dias em que os participantes não tomavam a refeição matinal.

Os participantes também oxidaram mais gordura nos dias que não comeram de manhã, o que significa que o organismo foi às as reservas de gordura armazenada. Pode parecer positivo para quem quer perder peso, mas os investigadores alertam que isto sugere um enfraquecimento na flexibilidade metabólica, ou seja a capacidade do corpo de alternar entre a queima de gordura e de hidratos de carbono, o que pode levar, a longo prazo, ao desenvolvimento de inflamações.

Por essa razão, os investigadores concluíram que as pessoas que têm por hábito não tomar o pequeno almoço são mais propensas a desenvolver problemas de obesidade e de diabetes tipo 2.