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Pedalar de bicicleta pelo corredor verde de Lisboa

Ambiente

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A repórter da VISÃO Júnior montou-se na bicicleta e pedalou na nova pista que liga Monsanto ao Parque Eduardo VII. Há ar puro na cidade

Decidimos partir do lado do Monsanto. O carro ficou estacionado no parque perto do Bairro da Serafina. Este é uma das portas de entrada do Parque Florestal do Monsanto, onde se iniciam diversos caminhos pedonais e cicláveis em direção à mata. Um, dois, três, aqui vamos nós!
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Decidimos partir do lado do Monsanto. O carro ficou estacionado no parque perto do Bairro da Serafina. Este é uma das portas de entrada do Parque Florestal do Monsanto, onde se iniciam diversos caminhos pedonais e cicláveis em direção à mata. Um, dois, três, aqui vamos nós!

Passamos o viaduto sobre as linhas de comboio que fazem a ligação entre Lisboa e Sintra, e a outra margem, através da ponte sobre o Tejo. Ao fundo, as torres das Amoreiras espreitam na linha do horizonte.
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Passamos o viaduto sobre as linhas de comboio que fazem a ligação entre Lisboa e Sintra, e a outra margem, através da ponte sobre o Tejo. Ao fundo, as torres das Amoreiras espreitam na linha do horizonte.

Máquinas e homens a trabalhar. A reconversão da Quinta do Zé Pinto num parque urbano está em marcha: construção de um parque infantil, um circuito pedonal, uma zona de produção agrícola e um núcleo pedagógico. E ainda a criação de bacias de infiltração e retenção de água, que têm como objetivo ajudar a salvaguardar Alcântara das cheias.
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Máquinas e homens a trabalhar. A reconversão da Quinta do Zé Pinto num parque urbano está em marcha: construção de um parque infantil, um circuito pedonal, uma zona de produção agrícola e um núcleo pedagógico. E ainda a criação de bacias de infiltração e retenção de água, que têm como objetivo ajudar a salvaguardar Alcântara das cheias.

A ciclovia segue junto às obras, sendo depois interrompida pela Rua de Campolide. Por isso o caminho faz-se pela passadeira.
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A ciclovia segue junto às obras, sendo depois interrompida pela Rua de Campolide. Por isso o caminho faz-se pela passadeira.

Uma pequena subida leva-nos até aos Jardins de Campolide. Em março passado, por ocasião dos 50 anos da Amnistia Internacional e dos 30 anos da Amnistia Internacional Portugal, a Câmara de Lisboa deu-lhe novo nome. Na horta urbana, constituída por 11 talhões, crescem, à primeira vista, couves, alfaces, hortelã, cebola de inverno e malaguetas.
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Uma pequena subida leva-nos até aos Jardins de Campolide. Em março passado, por ocasião dos 50 anos da Amnistia Internacional e dos 30 anos da Amnistia Internacional Portugal, a Câmara de Lisboa deu-lhe novo nome. Na horta urbana, constituída por 11 talhões, crescem, à primeira vista, couves, alfaces, hortelã, cebola de inverno e malaguetas.

Uma aranha gigante serve de brincadeira para crianças.
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Uma aranha gigante serve de brincadeira para crianças.

No Quiosque d'Avó, João Braz serve sopa do dia, pregos, bifanas, hambúrgueres, tostas, etc. Espera que as notícias sobre o Corredor Verde tragam mais gente. «Outro dia apareceram aqui dois senhores que moram há 40 anos na rua do Instituto de Oncologia e não conheciam o espaço. É preciso colocar uma placa a indicar o jardim», apela.
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No Quiosque d'Avó, João Braz serve sopa do dia, pregos, bifanas, hambúrgueres, tostas, etc. Espera que as notícias sobre o Corredor Verde tragam mais gente. «Outro dia apareceram aqui dois senhores que moram há 40 anos na rua do Instituto de Oncologia e não conheciam o espaço. É preciso colocar uma placa a indicar o jardim», apela.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

O percurso (também) é troço de corrida a julgar pelos adeptos deste desporto com que nos cruzamos.
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O percurso (também) é troço de corrida a julgar pelos adeptos deste desporto com que nos cruzamos.

A placa indica-nos a direção para o Jardim Amália Rodrigues.
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A placa indica-nos a direção para o Jardim Amália Rodrigues.

Seguimos pela ponte ciclopedonal sobre a movimentada Avenida Calouste Gulbenkian.
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Seguimos pela ponte ciclopedonal sobre a movimentada Avenida Calouste Gulbenkian.

Cruzamo-nos com um ciclista equipado (outros se seguirão), a caminho do Monsanto. Uma pausa para apreciar o troço do Aqueduto das Águas Livres sobre o vale de Alcântara, onde o arco central tem 65 metros de altura. Construído em 1731, por ordem do rei D. João V, estende-se ao longo de 18,5 quilómetros desde Caneças até à Mãe D'Água, nas Amoreiras.
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Cruzamo-nos com um ciclista equipado (outros se seguirão), a caminho do Monsanto. Uma pausa para apreciar o troço do Aqueduto das Águas Livres sobre o vale de Alcântara, onde o arco central tem 65 metros de altura. Construído em 1731, por ordem do rei D. João V, estende-se ao longo de 18,5 quilómetros desde Caneças até à Mãe D'Água, nas Amoreiras.

Prosseguimos caminho, que agora é sempre a subir...
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Prosseguimos caminho, que agora é sempre a subir...

Custou, mas foi. Vencida a subida, sempre a pedalar, chegamos à zona de entrada do campus de Campolide da Universidades Nova. Ao fundo o edifício da Universidade de Economia. À esquerda avistam-se as duas cúpulas e o minarete da Mesquita de Lisboa, inaugurada em 1985.
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Custou, mas foi. Vencida a subida, sempre a pedalar, chegamos à zona de entrada do campus de Campolide da Universidades Nova. Ao fundo o edifício da Universidade de Economia. À esquerda avistam-se as duas cúpulas e o minarete da Mesquita de Lisboa, inaugurada em 1985.

No Miradouro do Morro é preciso esperar que as árvores ganhem força, mas vale a pena olhar a serra do Monsanto. É o ponto mais elevado do concelho de Lisboa (227 metros) e a maior zona verde da capital (900 hectares). Antes de 1938, altura em que se iniciou a reflorestação, a maior parte da serra servia para cultivo de cereais.
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No Miradouro do Morro é preciso esperar que as árvores ganhem força, mas vale a pena olhar a serra do Monsanto. É o ponto mais elevado do concelho de Lisboa (227 metros) e a maior zona verde da capital (900 hectares). Antes de 1938, altura em que se iniciou a reflorestação, a maior parte da serra servia para cultivo de cereais.

De volta à ciclovia, outra subida, agora mais suave.
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De volta à ciclovia, outra subida, agora mais suave.

À esquerda, ensaiam-se manobras no parque de skate e, um pouco mais à frente, outro conjunto de máquinas de manutenção ao ar livre.
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À esquerda, ensaiam-se manobras no parque de skate e, um pouco mais à frente, outro conjunto de máquinas de manutenção ao ar livre.

Agora a direito e sem declives, acompanhamos o edifício do Palácio da Justiça e, à esquerda, o Jardim do Palácio Ventura Terra. A acompanhar a ciclovia áreas de prado biodiverso de sequeiro, uma mistura de sementes que necessita de menos água e reduzida manutenção. Uma alternativa ecológica aos relvados tradicionais.
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Agora a direito e sem declives, acompanhamos o edifício do Palácio da Justiça e, à esquerda, o Jardim do Palácio Ventura Terra. A acompanhar a ciclovia áreas de prado biodiverso de sequeiro, uma mistura de sementes que necessita de menos água e reduzida manutenção. Uma alternativa ecológica aos relvados tradicionais.

A construção da Ponte Monsanto sobre a Rua Marquês da Fronteira veio completar o Corredor Verde, idealizado por Gonçalo Ribeiro Telles há 36 anos. Estamos quase a chegar ao nosso destino ou ao ponto de partida para quem faz o percurso inverso.
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A construção da Ponte Monsanto sobre a Rua Marquês da Fronteira veio completar o Corredor Verde, idealizado por Gonçalo Ribeiro Telles há 36 anos. Estamos quase a chegar ao nosso destino ou ao ponto de partida para quem faz o percurso inverso.

Atravessamos os 85,2 metros de comprimento da ponte, feita em madeira de pinho nórdico, e entramos no Jardim Amália Rodrigues.
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Atravessamos os 85,2 metros de comprimento da ponte, feita em madeira de pinho nórdico, e entramos no Jardim Amália Rodrigues.

Ao fim de dois quilómetros e meio, momento de pausa para apreciar a vista sobre a cidade a partir do grande anfiteatro construído acima do miradouro do Parque Eduardo VII. Vamos ter que regressar, mas agora é sempre a descer...
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Ao fim de dois quilómetros e meio, momento de pausa para apreciar a vista sobre a cidade a partir do grande anfiteatro construído acima do miradouro do Parque Eduardo VII. Vamos ter que regressar, mas agora é sempre a descer...