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Há grupos com músicos da tua idade que até dão concertos. Vê os vídeos dos Cardboard e dos D-Trouble 

Os Cardboard bem tentam disfarçar, mas sente-se um nervoso miudinho nos camarins, onde os sete elementos do grupo se preparam para entrar em palco. Já atuaram várias vezes em público: no Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP), onde estudam e onde a banda nasceu, em algumas lojas FNAC, e até na televisão. Mas actuar na Casa da Música, no Porto, é uma responsabilidade acrescida. Rodrigo Pinto, o pianista, vestido ao estilo Elvis Presley, brinca com a situação: "Isto é o nosso dia a dia, por isso não estamos nervosos", diz como se fosse já uma estrela. Ao lado, os vocalistas, Inês Morais e Martim Rola (que também toca guitarra e escreve os originais) revelam que o que estão a sentir lhes dá "ainda mais motivação". E mostram-se confiantes. "Temos ensaiado três horas por dia", diz Inês, já a caminho do palco. Vão apresentar o álbum Cardboard, que tem um tema original e outros adaptados de Radiohead ou Ray Charles. Sempre na onda do rock, dos blues e da pop.  

Ao contrário dos Cardboard, os elementos que formam os D-Trouble são de escolas diferentes. A banda teve origem numa associação musical, a Juvigandra, em São Martinho de Gandra. José Cunha só tem 

15 anos. mas dava aulas de guitarra ao vocalista, Leonardo Rodrigues, de 14. Em janeiro do ano passado, lembraram-se de formar um grupo e, aos poucos, encontraram os outros membros: o baterista Pedro Tavares, o guitarrista João Reis, ambos de 15 anos, e João Xará, o baixista, de 16. 

Escolheram um nome em inglês - o "D" tem a ver com o facto de ter sido difícil encontrar quem tocasse percussão (drums), mas querem escrever em português. Para já, têm dois temas originais. As restantes canções do repertório são dos Arctic Monkeys, Xutos & Pontapés ou José Cid, de quem cantam uma acelerada versão de Cai neve em Nova Iorque. 

Apesar de o grupo ser recente, orgulham-se de já terem ganho um festival promovido pelos escoteiros da cidade onde moram, Oliveira de Azeméis. A proeza valeu-lhes fazer a primeira parte dos Azeitonas. E a banda de Anda comigo ver os aviões incentivou-os a continuarem. Boa!