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Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu há 100 anos

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No dia 6 de novembro de 1919, nasceu no Porto uma menina chamada Sophia, a quem a família tratava por Xixa. Adorava livros, histórias e poemas e tornou-se uma das maiores escritoras portuguesas

Se fosse viva, Sophia de Mello Breyner Andresen faria 100 anos. Tu já ouviste falar dela e quase de certeza que até já leste algum dos seus maravilhosos livros. Aliás, já os teus pais os liam, e até muito provavelmente os teus avós conheceram esta Sophia que, para além de escritora, foi deputada da Assembleia Constituinte, a assembleia que resultou das primeiras eleições livres em Portugal, após o 25 de abril de 1974.

Mas é como escritora que Sophia é mais recordada, pois deixou-nos histórias inesquecíveis. Muitas delas fazem parte do Plano Nacional de Leitura, pelo que muitos jovens e crianças como tu conhecem bem os seus livros, como «A Menina do Mar», «A Fada Oriana» ou «O Cavaleiro da Dinamarca», entre outros. Vários deles estão, ano após ano, presentes nas listas de «Miúdos a Votos», provando que os alunos portugueses os acham muito fixes.

Para além de contos, Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu poemas, que a imortalizaram como uma poeta muito especial. Por isso, fazemos-te um desafio: lê a quadra abaixo e diz-nos se ela te faz lembrar algo.

A capa original foi ilustrada pela pintora Sarah Affonso i a

A capa original foi ilustrada pela pintora Sarah Affonso i a

«Casa branca em frente ao mar enorme,
Com o teu jardim de areia e flores marinhas
E o teu silêncio intacto em que dorme
O milagre das coisas que eram minhas.»

Sophia de Mello Breyner Andresen, 1944

Pois é, faz lembrar a casa do rapaz do livro «A Menina do Mar», que foi uma das casas onde Xixa (era assim que a família chamava Sophia, quando ela era mais ao menos da tua idade) passou em tempos um longo e divertido verão. Já agora: sabias que a escritora adorava praia? Desde muito nova, era aí que gostava de passar as férias.

Andersen versus Andresen

É hora de fazer um aparte. Sophia escreve-se com «ph» e lê-se como se fosse um «f»: até aqui não há dúvidas. Mas muitas vezes confundem o Andersen de Hans Christian, o autor da «Sereiazinha», com o Andresen de Sophia. No nome de Sophia tens de o dizer como se estivesses a dizer «André» seguido de «zen». Ora experimenta lá!

As histórias de Sophia

Ao longo dos anos, muitas foram as edições que se fizeram dos livros de Sophia. «A Menina do Mar», foi a sua grande estreia, e a sua ilustradora chamava-se Sarah Affonso. Seguiu-se «A Fada Oriana», que a escritora escrevia todos os dias mais um bocadinho para ir contando aos filhos. Depois veio «A Noite de Natal», «O Cavaleiro da Dinamarca», «O Rapaz de Bronze», «A Floresta» e a «Árvore», entre outros.

Procura-as nas prateleiras da tua biblioteca escolar e diz-nos o que achas destas histórias. Envia um email para vjunior@visao.pt e lê a tua opinião e outras no nosso site.

Se queres saber mais sobre Sophia de Mello Breyner Andresen, não percas a edição da VISÃO Júnior de novembro, onde encontrarás um texto sobre a infância da escritora.