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Os cavalos-marinhos estão a cavalgar para a extinção

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Artur Bogacki

Estas encantadoras criaturas, que habitam a ria Formosa, estão em perigo e podem desaparecer nos próximos anos. Para que tal não aconteça, é preciso protegê-las… e já!

Situada no Algarve, a ria Formosa é habitat de inúmeras espécies animais. Uma delas são os cavalos-marinhos. E imagina que foi nestas águas que já viveu a maior comunidade do mundo destes animais: há 20 anos, abrigava milhões de cavalos-marinhos, contudo, hoje restam apenas 10%! Desde 2012, perderam-se 600 mil cavalos-marinhos.

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Os números são assustadores e significam que, se não fizermos nada para os proteger, não falta muito para que esta espécie desapareça.

Daí o nome da campanha «A Cavalgar para a Extinção», lançada no dia 1, pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, o Parque Natural da ria Formosa e a Fundação Oceano Azul. O objetivo é alertar as pessoas para a situação, explicando que todos nós podemos ajudar a proteger estes peixes.

Miguel Correia, investigador da Universidade do Algarve, explica que as duas espécies existentes em Portugal são muito sensíveis e têm sido afetadas pela pesca ilegal – os cavalos-marinhos são considerados um manjar na Ásia – , pela poluição sonora e pela alteração e destruição do seu habitat preferido: as pradarias de ervas marinhas.

O que é que tu podes fazer para os proteger?
Simples: se vires algum, não tentes apanhá-lo nem sequer tocar-lhe, pois são criaturas muito delicadas.
Se conheces alguém com um barco, pede-lhe que tenha atenção ao local onde deita a âncora, evitando as zonas de ervas marinhas; e que evite fazer ruído com os barcos fora dos canais de navegação. pequenos gestos que podem significar a sobrevivência dos fantásticos cavalos-marinhos.

Fonte: Fundação Oceano Azul