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NASA detetou vapor de água numa lua de Júpiter

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A superfície da lua Europa tem um enorme oceano, com duas vezes a água de todos os oceanos da Terra. O líquido está protegido por uma camada de gelo

A NASA divulgou no seu site na Internet que o telescópio Hubble espacial detetou possíveis emissões de vapor de água na gelada Lua Europa, do planeta Júpiter.

"Localizamos possíveis emissões de vapor que emanam da Lua Europa de Júpiter, usando o Hubble", afirmou, em comunicado, a NASA.

Segundo o comunicado, o telescópio fez imagens do que "podem ser emissões de vapor de água que emergem da superfície" da lua.

A descoberta aumenta a possibilidade de futuras missões à Europa analisarem o oceano gelado daquela lua, sem perfurarem o gelo, refere a NASA.

"O oceano da Europa é considerado um dos lugares que poderá abrigar vida no sistema solar", disse o diretor interino de Missões de Ciência da NASA em Washington, Geoff Yoder.

As emissões atingem uma altura de cerca de 200 quilómetros de altura. A superfície da Lua Europa tem um enorme oceano com duas vezes a água de todos os oceanos da Terra, mas o líquido está protegido por uma camada de gelo, cuja espessura é desconhecida.

Caso se confirme a descoberta, a Europa será a segunda lua do sistema solar conhecida por ter emissões de vapor de água.

A NASA tem procurado conhecer Júpiter com missões distintas. A missão da sonda Juno tinha como objetivo principal compreender melhor o interior do planeta. ´Nascido’ há mais de 4.600 milhões de anos, e constituído principalmente por hidrogénio e hélio,

Júpiter continua a ser um dos grandes mistérios que permanecem no Universo. Cada vez que se aproximar mais do planeta, a sonda (que foi batizada com o nome da esposa do deus grego Júpiter, Juno) tem utilizado os seus sensores remotos para ver as diversas camadas de Júpiter, investigar a existência de um núcleo sólido, mapear o intenso campo magnético do planeta, medi-lo e observar as suas auroras.