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As Aventuras de Júnior & Joana

As aventuras de Júnior&Joana

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Trabalho dos alunos do 8.º A da Escola Secundária com 3.º Ciclo de Raul Proença, Caldas da Rainha, com a Professora Elsa do Rosário

Júnior e Joana tinham uma colega de turma chamada Matilde, cujo pai dirigia um laboratório científico. Ora, a professora combinara uma visita de estudo, para que a turma ficasse a conhecer o método de trabalho científico e as regras de segurança.

No dia da visita de estudo, o Júnior tinha uma mochila enorme. Os colegas riam:

- És mesmo comilão!

A Joana ria à socapa: era o cão Gão que tinha vindo às escondidas.

Quando entraram no edifício, ficaram maravilhados. O pai da Matilde ia respondendo às perguntas.

- O que se faz nesta sala? - perguntou o Ricardo.

- Investiga-se uma forma de fazer o fogo-de-artifício menos perigoso. Contém pólvora! É uma substância que provoca explosões. Por isso, aqui é proibido fazer fogo.

- E nesta? - perguntou a Joana, referindo-se a um espaço onde um homem gordo, careca e com um dente de ouro trabalhava, rodeado de tubos de ensaio, pipetas e frascos com substâncias estranhas.

O Júnior pôs-se logo a sonhar acordado e foi ficando para trás. Talvez o homem estivesse a criar uma fórmula contra o envelhecimento. Ou que permitisse aos animais falar. Seria ótimo para que o Gão pudesse conversar. Mas e se falhasse? O Gão podia ser transformado num dodô que se pusesse a perseguir toda a gente com o seu bico semelhante a um pato...

- Júnior! Lá estás tu a sonhar! Anda! - era a Joana, que viera à sua procura.

Nesse instante, o Gão pulou da mochila e fugiu, nariz no ar e ar preocupado. Seguiram-no e verificaram que o homem do dente de ouro estava a pôr animais de cores garridas em jaulas, enquanto dois outros homens sussurravam palavras como "tráfico" e "animais exóticos" e "ficarmos ricos". Júnior e Joana perceberam logo que era um crime e foram à procura do resto da turma.

Contaram o que o Gão os levara a ver. A polícia foi chamada e os criminosos presos. O pai da Matilde ficou agradecido por o terem ajudado a dominar uma rede criminosa que se infiltrara no laboratório. E a professora nem ralhou por terem levado o Gão. Afinal, o faro de um cão é sempre útil.