Visão Júnior

Siga-nos nas redes

Perfil

As Aventuras de Júnior & Joana num Parque de Skates

As aventuras de Júnior&Joana

  • 333

Trabalho dos alunos do 5º C da Escola Básica Integrada de Miraflores, com a Professora Maria Libânia Barros

Numa tarde soalheira de outono, Júnior e Joana, seguidos pelo Gão, dirigiram-se para o parque de skates que se situava nos arredores do seu bairro.

Quando lá chegaram, Joana trepou logo a uma árvore, sentando-se num ramo, onde já era habitual ficar a observar as magníficas manobras de Júnior sobre o skate.

Então, quando este fazia um truque no Halfpipe, devido à grande velocidade que levava, voou como um pássaro, indo chocar contra a árvore onde, por coincidência, Joana estava sentada. O ramo em que ela se encontrava partiu-se, e a menina caiu. No mesmo instante, e sob o impacto do choque de Júnior, uma porta misteriosa abriu-se no tronco, e o rapaz, meio atordoado, caiu lá para dentro.

- Joana! Gão! - chamava Júnior - Venham ver o que eu descobri!

Joana, intrigada, ao ouvir o seu nome e o de Gão, levantou-se e começou a avançar na direção da voz, que continuava a gritar o seu nome.

- Uau!!! Que "fixe"! Júnior, és tu? - perguntou Joana espantada, enquanto olhava perplexa para o fundo do tronco oco e para a cara de Júnior.

-Sim, sou eu, Joana. Vem ver o que eu achei. Desce e traz o Gão - respondeu o miúdo.

Uns momentos depois, Joana interrogou:

- Onde estás, Gão? Não te vejo!

O cão ladrou imediatamente e saltou nas ervas para que a dona o visse.

- Ah, estás aí! O que tens na boca?

Gão aproximou-se dela com um grande galho, o mesmo donde esta tinha caído.

- Boa, Gão! Assim, podemos descer até Júnior com segurança!

Joana e Gão correram até à árvore, aproximaram-se da abertura e largaram o pau para que Júnior o pudesse agarrar com a maior firmeza possível e assim eles pudessem descer.

- Júnior, agarra o ramo - pediu Joana.

Depois, desceram cuidadosamente e, quando pisaram o chão, estavam todos tão surpreendidos como alguém que acabou de ganhar o Euro milhões.

- Eureka! - gritava Júnior desvairado - Nunca vi tantos diamantes nem tantas notas de mil euros em toda a minha vida!

Ali reinava a escuridão; somente os diamantes reluziam. Joana, sem ver por onde andava, chocou contra algo.

- Ai! Que é isto? - assustou-se ela, dando um salto para trás.

Subitamente, uma voz rouca e cansada fez-se ouvir:

-Quem são vocês?

- Somos o Júnior, a Joana e o Gão, o nosso cão - respondeu o miúdo. - Mas que faz o senhor aqui? - acrescentou cheio de curiosidade.

- Vão-se embora. Não vos devo explicações!

- Por favor, diga-nos quem é! Não lhe queremos fazer mal! -insistiu Júnior.

- Pronto, vivo aqui. Que é que vocês querem? - rabujou o velhote.

- Ah, tudo bem! Não lhe queremos roubar nada! - explicou Joana.

- Bem, fico mais descansado! - disse o homem, parecendo aliviado. - Ofereço-vos um lanche.

- Ok, mas porque é que o senhor vive aqui dentro da árvore e não numa casa normal como as outras pessoas?

- Oh! É uma longa história! Quando eu tinha sete anos, os meus pais abandonaram-me no meio da floresta, e eu fiquei sozinho. Não tinha mais família além de uma velha tia que me fazia a vida negra.

- E o senhor - interrompeu Joana -, ficou com a sua tia ou voltou para a mata?

- Sobrevivi na mata à custa de cogumelos, de frutos silvestres e da água do rio, que muitas vezes vinha contaminada, mas, continuando, escavei um buraco nesta mesma árvore e criei esta pequena e acolhedora "casa". E aqui vivo há 87 anos! Esta é a minha história.

Júnior e Joana exclamaram em conjunto:

- Que história tão comovente! Gostámos muito de o conhecer! Mas agora já se faz tarde. Temos de ir embora. Adeus!

Gão despediu-se do senhor com uma lambedela na face, e este exclamou:

- Podem voltar sempre que quiserem para eu vos contar mais histórias verdadeiras! Tenho a certeza de que ainda se vão divertir mais com a do tesouro. Adeus! Até breve!

E, naquele fim de tarde, Joana, Júnior e Gão voltaram felizes para casa.