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As Aventuras de Júnior & Joana num barco à deriva

As aventuras de Júnior&Joana

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Trabalho dos alunos do 5.ºA do Colégio de S. Mamede, Batalha, com os professores Isabel Mendes e Paulo Ferreira 

Estavam entusiasmados com a ideia de partir à descoberta deste lugar, junto à praia. Os monitores organizaram vários grupos e o grupo da Joana e do Júnior integrava também, mais duas raparigas, a Alice e a Matilde que, pela primeira vez, participavam nestas aventuras.

- Vai ser um fim de semana brutal! Ouvi dizer que nesta praia, às vezes, dão à costa, alguns barcos perdidos, que ninguém sabe de quem são, pois os seus marinheiros nunca apareceram...

Perante esta confissão do Júnior, as meninas encolheram-se ainda mais e a Alice disse com voz trémula:

- Ainda não partimos Júnior, mas admito que já tenho um bocadito de medo...

- Miúdas!! Não se pode contar uma história, que fazem logo um filme. Não tenham medo, que eu tomo conta de vocês.

E partiram...

Cada grupo procurou o seu caminho, seguindo o mapa que tinha na mão. O objetivo era encontrar um tesouro escondido.

Pelo caminho, o Júnior ia acrescentando pormenores à história inicial, mais um barco afundado, mais alguns marinheiros desaparecidos, mais uns temporais, mais uns detalhes assustadores e eis que, já sem vista dos outros grupos, o Gão que também acompanhava o grupo, começou a ladrar intensamente. Todos pararam.

Junto à beira da água, um pequeno bote ondulava ao sabor das ondas, como que a convidá-los a entrar. Um arrepio percorreu-lhes o corpo. A pobrezinha da Alice ainda nem se tinha recomposto da história do Júnior e agora isto ...

- Não vos disse?! Acreditam agora? - gritava o Júnior, enquanto metia uma perna no bote.

- Que fazes? Olha que o barco pode afastar-se! - exclamou a Alice.

- Arrr, marinheiros, subam a bordo! Venham, que os piratas aproximam-se! - entoava o Júnior, qual marinheiro, ao leme do seu galeão.

- Eu também vou! - gritaram a Joana e a Matilde.

- Cuidado que o barco não está preso! - adiantava a Alice, ainda do lado de fora.

Não por muito tempo, os outros já dentro do barco, embalados pelas histórias de piratas, lá convenceram a pequena Alice a entrar. Não tardou muito que estivessem lá todos, menos o Gão. Esse, não gostava de barcos e muito menos de água. Saltava e rebolava na areia e sem saber o que fazer, via o barco a afastar-se cada vez mais da praia entre as cantorias e os gritos entusiasmados do grupo.

Foi então que a Matilde exclamou:

- Já repararam que o Gão está cada vez mais pequeno?!

Os outros, pararam de repente. Nem queriam acreditar. O nevoeiro cobria-lhes a vista e depressa deixaram de ver a praia. Estavam completamente à deriva, perdidos no mar.

Depressa se fez noite. O Gão, o único que não subiu ao barco, fez o caminho de volta até ao acampamento. Durante a noite, todos os outros procuraram junto à praia e gritavam pelos seus nomes.

Quando os primeiros raios de sol surgiram, sem terem percebido bem porquê, o barco regressou à praia, trazido pelas marés. Foi a alegria total. Estavam exaustos e todos tinham aprendido uma lição - aventuras sim, mas em segurança! 

 

Trabalho dos alunos do 5.ºA do Colégio de S. Mamede, Batalha, com os professores Isabel Mendes e Paulo Ferreira