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O que farias se fosses cavaleiro olímpico e o teu cavalo se magoasse?

Desporto

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Imagina que és um cavaleiro olímpico e, nas vésperas da prova de qualificação para o Campeonato da Europa, o teu cavalo se magoasse. O que farias? Dá-nos a tua opinião!

Gonçalo Carvalho, cavaleiro olímpico, finalista da prova de dressage nos Jogos Olímpicos de 2012

Gonçalo Carvalho, cavaleiro olímpico, finalista da prova de dressage nos Jogos Olímpicos de 2012

"Apaixonei-me pela dressage desde muito cedo. É uma modalidade em que a responsabilidade é partilhada - cavalo e cavaleiro.

Há 13 anos que treino o Rubi (cavalo que me levou aos Jogos Olímpicos de Londres 2012) e, basta um de nós não estar bem, para que o desempenho fique comprometido.

Treinamos todos os dias, num total de muitas horas por semana. Só assim foi possível conseguir o feito histórico das últimas olimpíadas - 16º lugar!

Entre nós, a cumplicidade é recíproca e o trabalho de todos estes anos, foi em uníssono. Mas em 2009, tivémos uma história que para mim é muito especial! 

Era Julho. O meu filho Guilherme acabara de nascer e eu tinha de partir para o Luxemburgo. Seria a última prova de qualificação para o campeonato da Europa. Embora já tivéssemos obtido os mínimos exigidos para participar, tinha-nos sido exigido pela FEP - Federação Equestre Portuguesa - esta última prova. Isto devido à nossa prolongada ausência involuntária nos Concursos de Dressage Internacional, devida à falta de verbas.

Debaixo de 40ºC partimos num jipe de 1989, sem ar condicionado, com o Rubi numa rulote que ultrapassava as nossas idades em conjunto. Ao fim de 2 dias de viagem, apenas com uma paragem em Biarritz, tínhamos finalmente chegado ao nosso destino. Quando tiro o Rubi, reparo que tem uma mão inchada. Nem queria acreditar!

Depois de 2500km fiquei a noite toda acordado a pôr gelo na mão dele e a dar-lhe alguns medicamentos permitidos. Só pensava em minorar as dores que pudesse estar a sentir!

Rapidamente tinha de tomar uma decisão. Participar ou não na prova... E fosse qual fosse a opção, ainda nos faltavam 2500km para regressar a Portugal!".

Na edição de Abril, fica a saber o que decidiu Gonçalo Carvalho. Escreve-nos a dizer o que tu farias!

Em parceria com o Plano Nacional para a Ética no Desporto