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Onda amarela: todos juntos por um ambiente melhor

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Lucilia Monteiro

No dia Mundial dos Oceanos, 8 de junho, muitos voluntários participaram numa megaoperação de limpeza de algumas praias do Porto. Juntos, recolheram 740 quilos de lixo

Andreia Fernandes Silva

Ainda não eram 10 horas de sábado, 8 de junho, e já muitas famílias, grupos de amigos, de escolas e escuteiros se dirigiam para a praia do Molhe, no Porto, para uma megaoperação de recolha de lixo, que juntou 1800 pessoas. A organização pediu aos voluntários que levassem roupa confortável, proteção para o sol e uma garrafa de plástico vazia para apanhar as beatas, uma das pragas que poluem os areais portugueses. Decididos, estes amigos do Ambiente não se deixaram amedrontar pelo vento frio e equiparam-se com um colete amarelo, luvas e sacos de plásticos para percorrer três quilómetros de praia. E não foi preciso andar muito para encontrar os primeiros vestígios.

No total foram recolhidos 740 quilos de lixo! Para além das cordas, pedaços de redes de pesca e paus partidos que chegam com as marés, encontraram placas de esferovite, muitos vidros, palhinhas de todas as cores, embalagens inteiras, pedaços de plástico de vários tamanhos e uma imensidão de beatas de cigarros. Imagina que, só neste dia, em apenas três horas, foram apanhadas 17155 beatas. São cerca de 10 quilos de lixo que NUNCA deviam ter sido deixados na areia!

«Cada um de nós pode fazer a mudança, evitando deixar embalagens e outros restos na areia», explicou Pedro Silva, 11 anos, um dos muitos voluntários que participou na operação de limpeza.

Também José Eduardo, de apenas 4 anos, apanhou pedaços de plástico e outros resíduos que tornam «a praia muito feia». No final, mostrava o lixo recolhido dentro do saco amarelo e atirou-o com a ajuda da mãe para dentro de um peixe desenhado na areia com pedras.

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O que encontraram os voluntários nesta megalimpeza?

– Só para teres uma ideia, neste dia foram apanhados 90 quilos de cordas de pesca.

– A isto juntam-se 220 quilos de embalagens - algumas eram de sumos, água, protetores solares. Tudo deixado na areia pelas pessoas que bem os podiam ter levado para caixote de lixo no final de um dia de praia.

– Outro tipo de lixo recolhido pesava 420 quilos. Incluía pedaços de metal, hélices de barcos avariadas e outro tipo de materiais.

– No total, foram apanhados 740 quilos de lixo em menos de três quilómetros de areal da Praia das Pastoras até à do Castelo do Queijo, na Foz do Porto. Agora, imagina a quantidade que existirá em toda a costa portuguesa!

Sabias que…

Um dos locais onde se apanharam mais beatas de cigarros foi junto às esplanadas. Isto quer dizer que em vez de colocarem as beatas nos cinzeiros, os fumadores atiraram-nas para a areia. Este tipo de lixo é muito contaminante e perigoso, em especial para crianças e animais.

Esta operação de limpeza foi organizada pelo Sea Life Porto, que contou com apoio de outras organizações e envolveu 1800 voluntários. A experiência é uma das várias atividades do décimo aniversário deste aquário que incluiu uma exposição intitulada Mar de Plástico.

Em 2018, numa iniciativa idêntica, foram recolhidos 280 quilos de lixo.

O objetivo destas iniciativas é «sensibilizar as pessoas para necessidade de preservar os oceanos e a costa, ao mesmo tempo que alerta para a quantidade de lixo que produzimos e que está a prejudicar o ambiente», explicou Rui Ferreira, diretor do Sea Life.