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Vídeo: os «detetives» da Ciência

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Nas Olímpiadas Europeias de Ciências, a decorrer em Almada, 150 alunos do secundário, dos 28 países da União Europeia, tentam desvendar em laboratório enigmas difíceis. Quem serão os vencedores?

Equipados com batas brancas, luvas e óculos especiais, os rapazes e raparigas que estão nos laboratórios da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova, na Caparica, quase parecem personagens de um filme de fição científica. E, apesar de serem ainda alunos do Secundário, estão no laboratório de uma universidade, manejando instrumentos científicos complicados e tendo de usar técnicas de laboratório avançadas.

Estão absolutamente concentrados na tarefa que têm pela frente: tentar descobrir a resposta para a difícil questão que lhes foi posta pela organização das Olímpiadas Europeias de Ciência, uma prova que junta 150 estudantes de 16-17 anos dos 28 países da União Europeia, e que este ano decorre, pela primeira vez, em Portugal, desde sábado, dia 4.

Esta competição é como o trialto dos Jogos Olímpicos: implica ser bom não apenas numa modalidade, mas em três: Química, Física e Biologia. Em prova estão equipas constituídas por três elementos, cada um especialista na sua área (mas a ideia é que se ajudem). Têm de responder a dois desafios, tendo, para cada um deles, quatro horas.

As provas decorreram na terça e na quarta-feira. Sexta-feira, 10, saber-se-á quem merece as medalhas de ouro. Como estar ali já implica ter passado uma série de fases de seleção e ser muito bom, todos os concorrentes vão ser distinguidos.

Os 12 alunos da equipa de Portugal com Eugénia Cândido, coordenadora nacional da prova europeia

Os 12 alunos da equipa de Portugal com Eugénia Cândido, coordenadora nacional da prova europeia

Joaquim Damaso

Portugal participa com 4 equipas

Porque é o país que recebe a prova, Portugal está a concorrer com 4 equipas. São 12 alunos, de vários pontos do país, que durante dez sábados seguidos vieram a Lisboa para serem treinados e preparados para este competição, por professores universitários e investigadores, Tiveram de aprender a mexer em aparelhos que não conheciam, e de aprender a dominar técnicas de laboratório que ainda não lhes tinham sido ensinadas na escola. «Eles são pequenos génios!», diz, com orgulho, Eurico Cabrita, professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia.

Portugal está representado pelos seguintes alunos: Ana Marta Mendes (Castêlo da Maia, Maia, Porto), António Martins (Escola Jaime Magalhães de Lima, Aveiro), David Freiria (ES Santa Maria Maior, Viana do Castelo), Diogo Heleno (Marinha Grande), Gabriel Almeida (ES Santa Maria Maior, Viana do Castelo), Gonçalo Monteiro (Colégio de Lamego), Guilherme Oliveira (ES Adolfo Portela, Águeda), João Pedro Ferreira (Escola Jaime Magalhães de Lima, Aveiro), Lara Pereira (Fiães, Aveiro), Manuel Leite (ES António Damásio, Lisboa), Nuno Carneiro (ES Santa Maria Maior, Viana do Castelo) e Rita Lopes (ES Alves Martins, Viseu).

Saiba mais sobre as Olimpíadas da Ciência na edição de maio da revista VISÃO Júnior, já nas bancas.