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O nosso tesouro: a liberdade!

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Paulo Jorge Figueiredo

O LU.CA - Teatro Luís de Camões, em Lisboa, está a desenvolver uma atividade dedicada à Revolução do 25 de Abril de 1974. Se quiseres participar, podes fazê-lo até dia 28

Foi pela história de Nuno, um rapaz de 9 anos que foge de casa na noite de 24 de Abril de 1974 e no dia seguinte se depara com uma rua em alvoroço, que começou a oficina. O filme «Amanhã», de Solveig Norlund, serviu de ponto de partida para uma manhã dedicada a comemorar viver em liberdade e pensar o que isso significa nos dias de hoje.

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Atentos, os miúdos e miúdas da Casa Pia de Lisboa ainda não pareciam ter-se apercebido do que tratava o filme, quando foi feita uma pausa para se ler o conto «O Tesouro», de Manuel António Pina. O livro, que fala do País das Pessoas Tristes, dá algumas luzes sobre o assunto principal do dia que é revelado quando, na curta-metragem outra vez a rodar, são usadas imagens de arquivo de 1974 que causam burburinho na plateia.

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Do filme e do conto partiram as perguntas e a conversa que se passou a seguir. Escravos, prisão e pobreza foram alguns dos conceitos usados para definir como seria viver há 45 anos. Mas também se falou de voto, de Salazar e de política.

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Chegada a hora da oficina de desenho, o convite foi feito: desenhar sobre liberdade ou sobre a falta dela. Divididos em dois grupos, os miúdos escolheram o que iriam representar. Houve muitos desenhos do 25 de Abril com sol, tanques e cravos, nas folhas brancas: representavam a liberdade. Já a falta de liberdade foi representada nas folhas pretas. «Escolhi desenhar sobre a falta de liberdade porque já tinha uma ideia: alguém a ser preso injustamente», explicou Eddy Milson, 10 anos.

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A oficina «Ver para não esquecer» foi também pensada pelo IndieJúnior e inclui um filme, um conto e uma oficina de desenho. Quem participar nos próximos dias poderá ver mais que um filme: «O Cravo da Liberdade», «O Clube das Crianças Feias» e o «Amanhã». «Os três filmes abordam a Liberdade, a sua conquista e necessidade de a perseguir constantemente», conta Irina Raimundo, uma das programadoras do IndieJúnior, que desenvolveu a atividade com o LU.CA, onde tudo acontece. «Além dos filmes, a parceria envolve oficinas para escolas e famílias. Através da manipulação de sons e imagens pretende-se criar uma reflexão sobre a vivência verdadeiramente livre».

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«Para além da mostra dos filmes, as crianças podem também participar na oficina de desenho, onde se pensa numa imagem que é depois gravada para criar um mini-filme sobre estas ideias de liberdade», explica ainda Maria Remédio, uma das coordenadoras da atividade. Vê aqui o resultado: