Visão Júnior

Siga-nos nas redes

Perfil

«Quanto mais lemos, mais livres somos»

Visão Júnior

Um comício em que se falou d' Os Maias, «aquele calhamaço que nos obrigam a ler na escola», e de Harry Potter, uma grande metáfora da II Guerra Mundial. Bem-vindos ao comício final de «Miúdos a Votos» na Escola Braamcamp Freire, em Lisboa, que teve um convidado especial, o secretário de Estado da Educação

A biblioteca da Escola Braamcamp Freire, na Pontinha, arredores de Lisboa, está completamente a abarrotar. As cadeiras não chegam para os adolescentes que vieram assistir ao comício final de Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?, uma iniciativa da VISÃO Júnior e da Rede de Bibliotecas Escolares, que cruza leitura com cidadania.

Há um convidado especial, o secretário de Estado da Educação, João Costa, sentado na primeira fila, bem perto de Diogo e Ana, os apresentadores da sessão, alunos do 10º ano, e à frente da mesa onde se sentam os partidários de cada livro. Para chegar à biblioteca, o secretário de Estado passara pelos corredores forrados com cartazes e propaganda eleitoral dos livros que recrutaram apoiantes em turmas de 8º, 10º, 11º e 12º anos, deixando adivinhar que o comício ia ser muito concorrido. É a segunda vez que a escola participa em «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?».

A professora responsável pela biblioteca, Fátima Pinto, começa por esclarecer que desenvolver este trabalho só foi possível graças à articulação curricular, ou seja, ao facto de professores de várias disciplinas terem trabalhado em conjunto. A apresentação feita no comício será também um elemento de avaliação dos alunos.

Seguem-se os 'tempos de antena' dos 11 grupos de apoiantes de livros, muito bem preparados (e das quais o vídeo mostra excertos).

No final, o secretário de Estado da Educação, João Costa, dá os parabéns a todos os alunos. «Parabéns sobretudo por tentarem contagiar os vossos colegas com a leitura. Fiquei muito emocionado e contente com, mais do que os livros, terem abordado os temas de que as histórias falam, e que são histórias de pessoas que sofreram. Através da leitura, tornamo-nos mais sensíveis ao valor da liberdade, da importância da luta contra as guerras; o Harry Potter, por exemplo, é uma grande metáfora da II Guerra Mundial. O mais valioso que temos é a nossa liberdade. E quanto mais lemos, mais livres somos.»