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O que é que a Filosofia tem a ver com «Miúdos a Votos»?

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E não é que tem mesmo?! Permite aos alunos trabalhar a Argumentação, diz uma professora de Filosofia. Os seus alunos da Escola Dr. Jaime Magalhães de Lima, na Esgueira, Aveiro, agradecem

«Este é um projeto com enorme potencial, porque permite promover competências de cidadania, explorar a capacidade de argumentação dos alunos e exercer formas democráticas de participação», diz Helena Libório, que se encontra sentada na biblioteca da escola que dirige, a Dr. Jaime Magalhães de Lima, em Esgueira, Aveiro.

A seu lado, tem três alunas do 11.º ano (Samanta, Raquel e Inês) e a professora Jacinta, que, ao receber o email da diretora, agarrou o projeto de «Miúdos a Votos» com unhas e dentes: «Achei que seria uma oportunidade excelente para os alunos trabalharem uma área curricular do programa de Filosofia, a Argumentação. Permitiu, por exemplo, pôr em prática as estratégias de Platão.»

Aos alunos que quiseram participar na iniciativa, foi pedido que gravassem vídeos com os seus argumentos, para depois serem exibidos nas escolas, bem como que fizessem cartazes.

Mas o melhor é ouvirmos os próprios alunos.

Raquel, 18 anos, aluna do 11ºano e partidária de «O Meu Pé de Laranja Lima»

Inês, aluna do 11º ano, partidária de «Os Maias»

«Escolhi Os Maias porque faz parte do programa de Português, mas também porque há muito tempo que tinha curiosidade em lê-lo. E gostei muito, porque fala dos erros da nossa sociedade como o incesto, por exemplo.Gosto muito da aventura que é ler um livro.»

Samanta, 17 anos, aluna do 11º ano, partidária de «A Rapariga que Roubava Livros»

«Foi muito interessante participar neste projeto porque me permitiu explorar capacidades novas. Muitas vezes, a escola é só testes, exames e estudar; e aqui pude pesquisar coisas sobre as quais tenho interesse e explorei de facto novas capacidades sobre mim. Depois de gravar um vídeo de uma hora e meia sobre o livro que tinha escolhido, percebi melhor os meus problemas de comunicação. Decidi nessa altura fazer um cartaz, que acho que me permitiu expressar melhor o que senti ao ler aquela história.»