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Casa cheia no Planetário do Porto

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LUCILIA MONTEIRO

O tema da segunda sessão sobre o Espaço organizada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e pela VISÃO Júnior não podia ser mais atual: exoplanetas

Nem de propósito, o tema da segunda sessão do IAstro Júnior tinha estado nas páginas dos jornais e das televisões de todo o mundo dias antes: exoplanetas. A descoberta de sete exoplanetas (já vais perceber do que estamos a falar) aumentou a curiosidade e a importância do encontro, mas não foi por isso que a casa esteve cheia – a lotação do Planetário do Porto, que leva 95 pessoas, estava esgotada pouco depois do Natal. Esta foi a segunda de quatro sessões organizadas pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em parceria com a VISÃO Júnior, e permitiu a pais e filhos ficarem a saber mais sobre o Espaço.

Depois de toda a gente estar confortavelmente sentada e reclinada nas cadeiras da sala, o primeiro investigador a falar, Nuno Santos, começou por explicar o que quer dizer o ‘palavrão’ exoplanetas: «O nosso Sol está numa galáxia que tem 100 mil milhões de estrelas», contou. «Se o Sol é uma estrela e tem uma série de planetas à volta, será que estas estrelas também têm planetas à sua volta?» Projetando imagens para se entender melhor o que nos queria explicar, Nuno levou-nos até à estrela mais próxima de nós, a Alfa de Centauro B. Ao aproximarmo-nos, reparamos que é verdade, sim senhor, anda por ali um planeta.

Ora, estes planetas que gravitam à volta de outras estrelas que não o Sol chamam-se exoplanetas. Até agora, são conhecidos 3 500. Uns são mais pequenos, como a Terra, outros maiores.

LUCILIA MONTEIRO

E como se descobrem estes planetas? Foi essa a pergunta a que deu resposta Sérgio, outro dos astrofísicos do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. A partir daqui, foi preciso estar com atenção redobrada: os cientistas descobrem-nos observando durante muito tempo e com muita atenção as estrelas. Quando à frente deles aparece uma sombra, quer dizer que temos um planeta na mira – pois quando passa à frente da estrela, o planeta faz uma sombra e o brilho da estrela perde intensidade. Quanto maior o planeta, mais o brilho da estrela diminui. Outra coisa importante que é observada é a periodicidade dessa sombra, ou seja, o período de tempo que separa o aparecimento dessa sombra e da próxima. O Telescópio CHEOPS vai ajudar-nos a saber mais sobre estes misteriosos lugares… A Susana, a mais jovem dos três investigadores, coube a difícil tarefa de tentar explicar como se pesam estes planetas.

Lucília Monteiro

Meia hora mais tarde, e já mais informados sobre as maravilhas do Espaço, quem assistia à sessão pôde colocar perguntas aos investigadores. E, podemos garantir-te que alguns dos miúdos que colocaram perguntas estarão com certeza daqui a uns anos a trabalhar num centro de investigação… Ora repara só no quanto uma pessoa já tem de saber sobre o Espaço para fazer perguntas como estas: Como se consegue saber o peso de um planeta quando há vários planetas à volta de uma estrela? Como se formaram os planetas e porque se tornam quentes ou frios? Porque é que o céu escurece? Porque é que os planetas não se desviam da sua órbita? Como é que o Espaço começou a existir?

As perguntas foram tantas que não foi possível aos três investigadores responderem na altura a tudo. Por isso, muitas das perguntas e respostas serão publicadas brevemente aqui, no sítio da VISÃO Júnior na internet, e na revista.

E, se gostas de Espaço, não percas a próxima sessão do IAstro Júnior, a 1 de abril, no Planetário de Lisboa! Para assistires, basta inscreveres-te. Mais informações brevemente.