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A proclamação da República Portuguesa

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Foi na manhã do dia 5 de Outubro de 1910 que a República Portuguesa foi proclamada

A primeira República decorreu entre 1910 e 1926. Quer dizer: começou há cento e seis anos e acabou há 90 anos.

Durante quase 800 anos, desde que Portugal foi criado, em 1143 (isso sim, é que foi há muito tempo!), até 1910, quem mandava era sempre um rei.

O rei que estava sentado no trono era filho do rei anterior; portanto, não havia eleições para escolher um novo rei. Às vezes, quando o rei morria sem ter filhos, abria-se uma crise e começava outra dinastia, ou seja, o poder passava para outra família. Chamava-se a este regime Monarquia e o rei era um monarca, palavra que vem do grego mónos árkôn ("um só chefe"). Há perto de 200 anos houve revoluções por toda a Europa (incluindo Portugal) e os reis passaram a governar com um parlamento eleito (uma assembleia) e com um governo como os que existem agora. Já não podiam decidir tudo sozinhos.

Mas para muita gente isso ainda não bastava: era preciso que se passasse a viver em República - uma palavra que vem do latim Res publica, a "coisa pública", quer dizer, "algo que é de todos". A ideia das pessoas que defendiam a criação da República - os republicanos - era acabar mesmo com a existência dos reis. Em seu lugar passaria a haver um Presidente da República eleito.

A partir de 1820, os reis perderam muitos poderes e passou a haver partidos políticos e eleições, mas só em 1910 é que a República triunfou. Para isso, houve uma revolução. O último rei, D. Manuel II, partiu para o exílio em Inglaterra.

A proclamação da República Portuguesa

Ao longo do século XX as pessoas habituaram-se a ver bandeiras comunistas em manifestações, mas em 1910 elas ainda não existiam. A bandeira com a foice e o martelo (simbolizando a aliança entre camponeses e operários) só foi criada após a Revolução Russa de 1917. Quanto ao Partido Comunista Português, seria fundado em 1921.