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Violência doméstica nos dias de hoje

A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande numero de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente. A violência doméstica não é só entre conjugues. O conceito de violência doméstica aplica-se a todos os casos quer de agressão física quer psicológica a vítimas que co-habitem com o agressor ou familiares.

Artigo escrito por a.dúvida
21:15 Terça feira, 6 de Abril de 2010
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Violência doméstica nos dias de hoje

A agressão fisica é o uso da força com o objectivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros e "chapadas", agressões com diversos objectos e queimaduras por objectos ou líquidos quentes.

A agressão psicológica, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada pela rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes que perduram para toda a vida. Podemos ainda incluir neste grupo, situaç~~oes em que o agressor faz a outra pessoa sentir-se inferior, dependente, culpado ou omisso. A pior atitude com este objectivo é quando o agressor faz tudo correctamente, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho da sua incompetência. O agressor com este tipo de atitude tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. A violência verbal, na maioria dos casos existe concomitantemente com a violência psicológica.

A violência doméstica tem um ciclo que pode ser dividido em três fases:

1ª Fase: Momento de tensão: as tensões quotidianas acumuladas pelo agressor/a que este/a, não sabe ou consegue resolver, criam um ambiente de perigo eminente para a vítima que é muitas vezes, culpabilizada por tais tensões. Sob qualquer pretexto o agressor/a, direcciona todas as suas tensões sobre a vítima. E os pretextos podem ser muito simples como por exemplo, acusar a vítima de não ter cozinhado, ou cozinhado com sal a mais, de ter chegado tarde a casa ou a um encontro, de ter amantes, etc.

2ª Fase: Ataque violento: o/a agressor/a maltrata fisica e psicológicamente a vítima (homem ou mulher), que procura defender-se, esperando que o/a agressor/a pare e não avance com mais violência. Este ataque pode ser de grande intensidade, podendo a vítima por vezes ficar em estado bastante grave, necessitando de tratamento médico, ao qual o agressor/a nem sempre lhe dá acesso imediato.

3ª Fase: Fase de apaziguamento: o/a agressor/a, depois da tensão ter sido direccionada sobre a vítima, manifesta-lhe arrependimento e promete que não vai voltar a ser violento/a. Pode invocar motivos para que a vítima desculpabilize o comportamento violento, como por exemplo: ter corrido mal o dia, ter-se embriagado ou consumido drogas; pode ainda invocar o comportamento da vítima como motivo para o seu descontrolo. Para reforçar o seu pedido de desculpas, pode tratá-lo(a) com delicadeza... fazendo-a(o) acreditar que, de facto, foi essa a última vez que ele/a se descontrolou.

Este ciclo é vivido pela vítima, numa constante esperança, medo e amor. Medo, em virtude da violência de que é alvo; esperança, porque acredita no arrependimento e nos pedidos de desculpa que têm lugar depois da violência; amor, porque apesar da violência, podem existir momentos positivos no relacionamento.

* A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) contabilizou no ano de 2009, 18.669 crimes, dos quais 90% se referem a casos de violência doméstica.

43 comentários
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ordenar por:
Tema, sem dúvida, sempre actual
enigmatico51
Cara Sara.

Escolheu um tema difícil daqueles em que se podem levantar múltiplos pontos de vista, polémico. Foi corajosa.

Claro que é de repudiar quer a violência física quer a psicológica nas relações humanas. Haverá um certo consenso teórico nisto, mas a prática mostra-nos uma problemática bem mais complicada.

  Mais ainda de lamentar a possível violência física que um homem, o dito “sexo forte”, possa exercer sobre o dito “sexo fraco”. Como dizia o épico Camões: “é cobardia entre ovelhas ser leão”.

Este devia ser um pensamento, no meu ponto de vista, bem presente, de quem tem ascendente físico sobre outrem.

Sem dúvida pela sua em geral maior predominância física, o homem, tirando as naturais excepções, terá em especial no passado, ainda mais motivado por razões de tradição de dever de submissão da mulher, sido levado a impor a sua vontade pelo uso da força física, o que deve ser visto na actualidade democrática como um acto cobarde.

Mas como refere a violência doméstica vai muito para além da relação conflituosa homem/mulher, há tantas outras, como a dos mais novos sobre os mais idosos ou dependentes, tantas outras variantes em que quem tem força procura impor sua vontade indevidamente a outrem.

E depois há a dita Justiça, por vezes em Portugal tão complicada, mas como aqui não cabe o que gostaria de dizer voltarei a seguir.
Seguir utilizador | 3 pontos | (Bem Escrito) | 16:41 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010 Responder
Insensibilidade
kizzaka
Em boa hora levanta o problema.
A propósito de violentações emocionais, como a da violência doméstica, mão amiga fez-me chegar este texto apócrifo, pungente, não aconselhável a pessoas sensíveis, revelador da crueldade da natureza humana... o único ser vivo que mata por desporto.

Um homem estava em coma há algum tempo. A sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite. Até que um dia o homem acorda, faz um sinal para a mulher se aproximar e sussurra lhe:

- ... durante todos estes anos estiveste ao meu lado.
Quando me licenciei, ficaste comigo.
Quando a minha empresa faliu, só tu ficaste lá e me apoiaste.
Quando perdemos a casa ficaste perto de mim.
Desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, tu nunca me abandonaste.
- Sabes de uma coisa?

(Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas )

- Diz meu amor:
- ACHO QUE TU ME DÁS AZAR!!!...
Seguir utilizador | 3 pontos | (Divertido) | 13:55 | Terça feira, 13 de Abril de 2010 Responder
    Re: Insensibilidade   
a.dúvida | Seguir utilizador | 4 pontos | 16:39 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 18:58 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 22:04 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:41 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 0:45 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 1:28 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 1:46 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
Zé Cravinho | Seguir utilizador | 2 pontos | 16:00 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 18:41 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
Zé Cravinho | Seguir utilizador | 2 pontos | 19:59 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: Insensibilidade   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:33 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Ingratidão   
Manuel Portugal Pires | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:43 | Quinta feira, 15 de Abril de 2010
Violência Doméstica
gvarela
Muito se fala, e ainda bem, sobre este assunto, mas com fraca resolução da parte da justiça! - processos morosos e pouco apoio à vítima.
Muitos destes casos, não é uma questão de palavras mal ditas, como alvuns dizem, mas sim demência do agressor, em que por muito cuidado que a vítima tenha, ele arranja sempre qualquer coisa para poder implicar.
Numa das respostas li que "o agressor é cobarde e se a vítima fizer-lhe frente talvez ele recue"... - quantas já morreram por terem tido essa atitude! O agressor pode ser cobarde, mas tem mais força física que a vítima (de contrário não seria agressor), por isso, ou a vítima está armada ou então está lixada!!!
Tenho uma vizinha que tem uma empregada que está a tratar do divórcio por ser vítima, mas entretanto, se a patroa não a recolhesse juntamente com os filhos, talvez já não estivesse viva! Com 4 filhos pequenos na escola e sem ter para onde ir, pediu protecção, mas quem a salvou foi a patroa.
Enquanto a Justiça não se actualizar e fôr mais humana!...

 
Seguir utilizador | 3 pontos | (Bem Escrito) | 22:34 | Terça feira, 13 de Abril de 2010 Responder
    Re: Violência Doméstica   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 1:02 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
O tema que me enfurece...
Josefina Maller
A violência doméstica existe e é triste. Mas mais triste ainda é as pessoas não terem coragem de dizer às que sofrem essa violência, o que devem fazer na primeira vez em que são ameaçadas com um acto violento, seja físico ou psicológico, e que é o seguinte: «meu menino (ou minha menina) levantas outra vez a mão ou a palavra para ofender e sais porta fora, ou saio eu». Os agressores são sempre covardes, e caem quando alguém lhes faz frente, com coragem. Havia uma senhora, mãe de uma jornalista muito conhecida, que dizia que lá na ladeia dela, um homem que tentasse bater na mulher, levava logo com uma panela de água a ferver pela cabeça abaixo, quando chegasse a casa. O acto resultava, pois o homem envergonhado e desfigurado nunca mais se atrevia a tocar-lhe. E assim viviam numa época em que o divócio era uma vergonha. Não devia dizer isto? Pois não. Mas os agressores também não podem agredir e agridem.
Seguir utilizador | 2 pontos | (Bem Escrito) | 19:48 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010 Responder
    Re: O tema que me enfurece...   
a.dúvida | Seguir utilizador | 4 pontos | 23:37 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
Josefina Maller | Seguir utilizador | 1 ponto | 10:21 | Terça feira, 13 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 11:32 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 11:37 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 12:10 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 12:13 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 12:18 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
Josefina Maller | Seguir utilizador | 1 ponto | 12:29 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
jvpaiva | Seguir utilizador | 1 ponto | 14:48 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
Josefina Maller | Seguir utilizador | 1 ponto | 15:53 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
    Re: O tema que me enfurece...   
Josefina Maller | Seguir utilizador | 1 ponto | 11:53 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010
Violência doméstica... um ciclo negro!
mmmota
Este é um dos temas sobre o qual por mais que se escreva nunca é demais. A violência doméstica como qualquer violência é condenável seja ela fisica, verbal ou psicológica.

Eu nunca consigo evitar de ficar profundamente chocado com a violência seja a que título for, a que nível esta se verifique ou a circusntância e/ou o motivo da mesma.

No entanto é a violência entre pessoas cujo tipo de relações deveria potenciar o sentimento contrário (entre marido e mulher, entre pais e filhos, etc.) que me deixa ainda mais chocado.

Não porque não estejamos também a falar de violência entre dois seres humanos como outros quisquer, mas porque nos apanha de surpresa, porque é inesperada diria mesmo porque é contra natura, por oposição a outros tipos de violência entre opositores de uma qualquer causa ou pessoas com qualquer tipo de rivalidade.

Sendo a violência uma coisa lamentável, condenável e injustificada como poderemos não a denunciar quando ela se verifica entre pessoas que, de livre vontade decidiram caminhar pela vida de mãos dadas (marido e mulher)? Ou ainda entre pessoas que têm a obrigação mutua de se proteger de se cuidar (pais e filhos)

Eu faço aqui publicamente o convite a todos os que, por força das circunstâsncias, sejam espectadores desse tipo de violência que a denunciem

Ajudem quem em muitos casos é vitima de uma situação da qual não consegue encontrar escapatória.

Vamos quebrar o ciclo negro da violência.
Seguir utilizador | 1 ponto | 16:00 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010 Responder
    Re: Violência doméstica... um ciclo negro!   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 22:42 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010
E o ponto de vista de Marinho Pinto!
enigmatico51

No seguimento do dito anteriormente deixava para reflexão de possíveis interessados algo que retirei de uma notícia DN, de 14 de Maio de 2008, do jornalista Carlos J Monteiro in: http://dn.sapo.pt/inicio/...

“O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu ontem no Parlamento que a violência doméstica não deveria ser crime público. Este modelo inviabiliza a desistência do processo ainda que a vítima assim o pretenda, argumentou o bastonário, pedindo que se deixe às vítimas o poder de acusar ou não.”

Goste-se ou não, Marinho Pinto, é sempre polémico, embora corajoso nos seus pontos de vista.
Seguir utilizador | 1 ponto | 16:51 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010 Responder
    Re: E o ponto de vista de Marinho Pinto!   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:16 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010
Violência
jvpaiva
"Todos acusam de ser violento o rio que salta as margens,...ninguém diz que são violentas,...as margens que o comprimem"!
Boa -tarde, ...Sara!
Quando falamos em violência doméstica, apenas estamos a falar de um determinado aspecto da violência generalizada em que vive e sofre a sociedade moderna!
E, se olharmos "bem para trás", como sempre deveríamos fazer quando queremos contribuir para a solução dos problemas, talvez pudéssemos encontrar a identificação das suas causas,...desde a nossa infância!
Não tenho aqui nem espaço nem tempo para dissertar sobre o tema, ...porque o tema não tem discusão com fim à vista!
O que mais me choca na violência doméstica é que ela é praticada de um modo geral sobre as pessoas que amam e são amadas!
Por razões diversas, essas pessoas "descarregam" as suas frustrações e as suas tensões sobre aqueles que em primeiro lugar estariam mais disponíveis para ajudar a compensar aqueles que se deixaram descompensar, quase sempre por causas exteriores ao ambiente familiar, mas sempre com danos no seio familiar, por vezes danos irreversíveis!
Pais agridem filhos,...filhos agridem pais,...marido agride esposa, ...esposa agride marido!
  E tudo pode começar com uma dúvida,..uma palavra mal dita, uma situação mal resolvida,...uma suspeita mal esclarecida,...uma conformação muito desconforme!
Falta de diálogo? muitas vezes,...sim!
Ajuda desqualificada? também, ...muitas vezes!
Parabéns por ter trazido o tema à discussão!
Cumprimentos
JVPaiva

Seguir utilizador | 1 ponto | 16:57 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010 Responder
    Re: Violência   
a.dúvida | Seguir utilizador | 3 pontos | 23:26 | Segunda feira, 12 de Abril de 2010
em casa onde não há pão...
Apolo
Olá Sara, este é um tema muito complexo, que tem a ver com a sociedade em que vivemos: um homem não trata mal a esposa se esta trabalha e não depende dele; a mulher só é mal tratada, quando por qualquer motivo não contribui para o sustento dos filhos; às vezes também é maltratada, porque casou com um explorador, para que ela trabalhasse, para ele gozar uma vida de barão à conta dela...
Agora vejamos, numa casa onde há filhos, quem precisa do ordenado mais alto? é ela! mas quem ganha mais a trabalhar, é ele! quem faz as compras é ela e quem fica alheio às despesas é ele!
  Agora pergunto: - há ministros para tudo, porque não há um ministério, que controle as famílias com o sustento dos filhos, obrigando o marido a fazer as contas devidamente, conforme a família que tem??? há famílias, em que o homem tem um ordenado razoável e a mulher e os filhos passam fome!!! depois, é claro que ela é maltratada, costuma-se dizer que "em casa onde não há pão, todos ralham com razão".
  É preciso que a justiça se torne visível e que a sociedade repare nestes casos, para que não haja mais violência... É meter o pé em vida alheia, para que, pelo menos as crianças não sofram...
Cumprimentos.

Seguir utilizador | 1 ponto | 22:25 | Quarta feira, 14 de Abril de 2010 Responder
    Re: em casa onde não há pão...   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 9:31 | Quinta feira, 15 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
Apolo | Seguir utilizador | 1 ponto | 22:43 | Quinta feira, 15 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:14 | Quinta feira, 15 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
Apolo | Seguir utilizador | 1 ponto | 9:39 | Sábado, 17 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 14:59 | Sábado, 17 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
Apolo | Seguir utilizador | 1 ponto | 0:54 | Domingo, 18 de Abril de 2010
    Re: em casa onde não há pão...   
a.dúvida | Seguir utilizador | 2 pontos | 3:01 | Domingo, 18 de Abril de 2010
    Há «ministros» para TUDO !!!   
Manuel Portugal Pires | Seguir utilizador | 1 ponto | 17:43 | Quinta feira, 15 de Abril de 2010
43 comentários
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