O primeiro tiro não atinge o alvo, apesar de disparado a poucos metros de distância. O segundo também não. Ao terceiro, a mulher, sentada de costas, cai para trás. Mas o homem dispara mais um tiro. E outro. E outro. Nove ao todo. Enquanto isso, vários homens aplaudem e comentam que "Deus é grande".

Responsáveis afegãos, em declarações à CNN, afirmaram acreditar que a mulher foi executada porque seria disputada por dois comandantes talibãs que teriam "alguma forma de relacionamento" com a vítima. "Para salvar a face", acusaram-na de adultério, explica o governador da província de Parwan, onde foi filmado o vídeo amador. Depois, "fingiram um julgamento para decidir o destino desta mulher e, numa hora, executaram-na", acrescenta.

Mas a história não acaba aqui: os dois comandantes talibãs que estariam envolvidos com a mulher foram depois assassinados por um terceiro responsável.

A execução teve lugar na aldeia de Qimchok, relativamente perto da capital afegã, Cabul, mas não é claro quando ocorreu.

Esta execução pública é o mais recente exemplo da violência contra as mulheres no Afeganistão mas está longe de se rum caso isolado: Quase 9 em cada 10 mulheres são vítimas de violência física, sexual ou psicológica pelo menos uma vez na vida.