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Afinal, há esperança para a Grande Barreira de Coral

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A notícia da morte da Grande Barreira de Coral pode ter sido exagerada. Será mais ou menos isso que pensam alguns cientistas mais ponderados, depois de outros terem declarado a morte efetiva deste paraíso ambiental, na Austrália

O perigo não é desconhecido: em meados do ano passado, a UNESCO chegou mesmo a ameaçar colocar o local na lista do Património Mundial em risco –, mas até isso acabou por não acontecer, por considerar que as ameaças de poluição e alterações climáticas, apesar de substanciais, são insuficientes para a categorização do local como tal.

Será mais ou menos isso que pensam alguns cientistas mais ponderados, depois de outros terem declarado a morte efetiva da Grande Barreira de Coral, na Austrália. A notícia correu mundo esta semana, e logo houve quem considerasse que tal declaração era manifestamente exagerada.

“A capacidade de regeneração dos corais é imensa, não a devemos menosprezar” salientou Russel Brainard, investigador do Programa de Recuperação dos Corais. “E passar a mensagem de que já não vale a pena não ajudar.”

Trata-se de um dos mais complexos ecossistemas do planeta, onde vivem centenas de espécies de peixes. O seu grande inimigo são as tempestades e ainda a subida da temperatura da água do mar. Com o aumento da frequência e intensidade dos fenómenos extremos, o risco, de facto, aumenta.