Bruxelas, 09 dez (Lusa) - Num rescaldo provisório do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas, são mais as incertezas que as conclusões de uma cimeira que era por muitos apontada como a "derradeira oportunidade" para salvar o euro.

O primeiro dia de trabalhos, que tinha o formato de um "jantar informal" dos chefes de Estado e de Governo, acabou por se prolongar por cerca de nove horas, e terminou às 05:00 locais (04:00 de Lisboa) com um acordo sobre o reforço da disciplina orçamental que deixará de fora pelo menos um dos 27 Estados-membros.

As tão faladas alterações aos Tratados da União Europeia, reclamadas por Berlim e Paris, não se concretizarão a 27 - dada a intransigência do Reino Unido -- mas apenas ao nível 17 dos membros da zona euro, no formato de um tratado intergovernamental, a que se juntarão um número ainda incerto de países de fora do espaço monetário único, que irão consultar os seus parlamentos nacionais.