Lisboa, 22 abr (Lusa) - O vereador lisboeta José Sá Fernandes afirmou hoje que "podia ter acontecido uma catástrofe" no Túnel do Marquês caso não tivessem sido feitos os estudos ordenados pelo tribunal na sequência da providência cautelar que interpôs contra a obra.

Em declarações à Lusa a propósito do quinto aniversário da abertura ao trânsito do Túnel do Marquês, uma bandeira eleitoral de Pedro Santana Lopes em Lisboa, Sá Fernandes insistiu que esta não era "uma obra essencial" e destacou que o estudo de avaliação/impacte ambiental realizado por ordem do Tribunal Administrativo "permitiu modificar questões estruturais, mas também pontos essenciais como a ventilação e a segurança".

Sá Fernandes interpôs, enquanto advogado, uma providência cautelar em 2004 contra a construção do túnel, alegando falhas no projeto. O tribunal decidiu a paragem da obra e a realização de estudos.