Os resultados da terceira avaliação da 'troika' ao programa de ajuda externa foram apresentados esta manhã pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em conferência de imprensa.

A missão conjunta do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia  e Banco Central Europeu passou as duas últimas semanas em Portugal e, segundo o ministro das Finanças, fez uma avaliação positiva, o que determina a libertação de uma nova tranche, no valor de 14,9 milhões de euros.

Questionado sobre uma possível flexibilização dos objetivos orçamentais que Portugal, o ministro insistiu que "não há, do Governo português, qualquer sinalização que não seja a de cumprir o programa  de acordo com os seus limites quantitativos e com os seus prazos". 

"Volto a repetir: o programa do ponto de vista português é para cumprir.  Os limites, os montantes, os objetivos e os prazos fazem parte de um contrato  que estamos obrigados a cumprir", reiterou Vítor Gaspar, acrescentando, no entanto, existir  uma "repetida  manifestação dos parceiros internacionais de uma disponibilidade para prestar  o apoio necessário se, por condições fora do controlo, houver dificuldades  no processo de regresso  aos mercado". 

Na conferência de imprensa, Vítor Haspar anunciou que o Governo reviu em baixa a sua previsão de crescimento para 2012 prevendo agora uma contração de 3,3%, em linha com as mais recentes previsões da Comissão Europeia.

O governante adiantou ainda que o Governo vai apresentar um orçamento retificativo até final de março, altura em que deverá também estar concluído o processo de venda do BPN.

Sobre o desemprego, o ministro afirmou que vai atingir os 14,5% em 2012 e que diminuirá "apenas ligeiramente" em 2013. 

Vítor Gaspar explicou também que a 'troika' não fará uma conferência de imprensa, ao contrário do que aconteceu depois das duas avaliações anteriores, por "decisão própria".

"Não houve conferência de imprensa da 'troika' por decisão da própria 'troika'", disse Vítor Gaspar a jornalistas, acrescentando: "Na minha interpretação, isso corresponde à normalização das relações com a comunicação social no âmbito do programa, e reflete que o nosso programa está a ser executado de acordo com previsto", acrescentou o ministro.