Voltei à região de Champagne que admiro pelo seu grande rigor técnico garantido pela atuação do respetivo Comité Interprofissional. Basta olharmos o seu site oficial e compará-lo com qualquer uma das nossas Regiões Vitivinícolas para entender a diferença da atitude profissional perante o negócio do vinho. Enquanto a Região do Champagne se candidatou à classificação de Património da Humanidade, envolvendo todos os seus agentes económicos e organismos diversos, o nosso Douro vinhateiro corre o risco de perder esta distinção da UNESCO, que lhe foi atribuída há uma década e ainda se dá ao "luxo" (entre aspas) de ter encerrado há meses o Solar do Vinho do Porto exatamente na cidade do Porto.

De Paris a Reims, uma das capitais da região champanhesa, são 45 minutos de TGV o que facilita o acesso de visitantes de todo o mundo à região. Desta vez bati à porta da casa Taittinger, para a qual Maria Helena Vieira da Silva "pintou" a garrafa do millésime 1988 da Taittinger Collection e respetivos copos/flûtes de uma beleza inconfundível, testemunhos da arte singular da pintora portuguesa. Tal como é singular a arte da casa Taittinger:

 

 

Taittinger Champagne Réserve Brut ****/***** - €34
É o champanhe de grande volume da empresa, elaborado a partir da casta Chardonnay (40% do lote do vinho base) associado aos Pinot Noir e Pinot Meunier. Surge com um perfil muito próprio ligeiramente marcado pela casta dominante, com uma acidez muito equilibrada. Muito bem afinado durante os três anos de cave, surge com bolha delicada e frescura de sabores.

Taittinger Champagne Rosé Prestige **** - €55
Um rosé com um perfil muito próprio, cor de salmão fumado, em que o Chardonnay (30%) desempenha papel relevante na conceção do lote com os tintos de Pinot Noir. Frutado com sabores a frutos silvestres.

Taittinger Comtes de Champagne Blanc des Blancs 2000 ***** - €120
O estágio de dez anos em cave moldou e elevou este Champagne (apenas 60 mil garrafas) ao estrelato maior da região. Um raro e excelente Chardonnay com sabores a frutos secos (a pinhão, sobretudo) e um pós de boca longo e pleno de frescura.