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Nova VISÃO História já nas bancas

Visão História

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Os últimos meses do Estado novo. O que se passou em Portugal entre janeiro de 1973 e abril de 1974. Não perca ainda as reuniões conspiratórias do movimento dos capitães

A edição número 20 da revista VISÃO História está nas bancas.

Conheça os temas que pode ler na edição deste mês. 

Cronologia: O princípio do fim

Números: Como éramos?

1973

6 de janeiro: o ano do Expresso

O novo jornal resistiu ao ataque da censura. Mas outras iniciativas, no campo do jornalismo, tiveram de esperar por melhores dias

20 de janeiro: Quem matou Amílcar Cabral?

O assassínio do líder do PAIGC foi atribuído quer às autoridades coloniais portuguesas, quer a dissidentes guineenses, quer ao presidente Skou Touré da ex-Guiné francesa. Quem tem razão?

25 de janeiro: O começo do fim da Ala Liberal

A poucos meses do fim da X Legislatura do Estado Novo, Sá Carneiro e Miller Guerra renunciaram aos seus mandatos de deputados, desgastados com os bloqueios às reformas propostas

9 de março: Instalações militares pelos ares    

O Distrito de Recrutamento e Mobilização, o Quartel-Mestre General e o Quartel da Graça, em Lisboa, foram alvo de atentados das Brigadas Revolucionárias, que um mês depois teriam atuação semelhante no Porto

21 de março: A hora da Maria

A guerra continuava em África, o regime arrastava-se na desilusão marcelista. Mas à hora do almoço uma radionovela fazia parar o País. Todos queriam saber notícias do amor de Maria, a criada

26 de março: O 'Caso das Drogas'

Com artistas famosos em tribunal, consumo e tráfico de drogas são assuntos de jornal nos últimos anos do Estado Novo

 

4 de abril: A democracia passou por aqui

Ao entusiasmo dos activistas do III Congresso da Oposição Democrática, o regime respondeu com um cero à cidade de Aveiro. Ali, seria apresentada uma tese premonitória sobre o papel das Forças Armadas no fim do Estado Novo          

19 de abril: PS, ano zero

Numa pequena cidade termal alemã, 27 membros da Ação Socialista Portuguesa brindaram à fundação de um novo partido. Não sem antes terem decorrido dois dias de intenso confronto de posições

3 de maio: Um congresso com cruzes suásticas              

Foi a primeiro e última reunião magna da Acção Nacional Popular, a "associação cívica" sucessora da União Nacional. Durante três dias, a "defesa do Ultramar" dominou as intervenções

3 de maio: Tiros na Cidade Universitária            

O ministro da Educação falava em "democratização do ensino", mas ao longo do ano de 1973, o ano do caos, foram presos 210 estudantes. Aquando do 25 de Abril, só duas associações continuavam a funcionar

4 de maio: Os bispos pelo pluralismo

Os católicos progressistas despertaram para a luta política nos últimos anos da ditadura

1 de junho: O fiasco do Congresso dos Combatentes   

O que o regime pretendia que fosse uma manifestação de lealdade das Forças Armadas transformou-se no primeiro confronto entre os militares e a orientação política

16 de julho: Herança Sommer, caso encerrado               

O apelido Sommer ficou mais conhecido pela disputa judicial da herança, que se arrastou por mais de 15 anos, do que pelo legado empresarial de Henrique, tio materno dos quatro irmãos Champalimaud - António, Henrique, Carlos e Maria Ana

16 de julho: A peripatética visita de Marcelo Caetano a Londres

A denúncia, no jornal The Times, de massacres praticados no Norte de Moçambique ensombrou a visita do chefe da ditadura portuguesa à "velha aliada" Grã-Bretanha

25 de julho: O reformador-mor 

Nove meses antes da queda do regime era aprovada a lei que criava as bases a que devia obedecer a reforma do sistema educativo. Em plena agonia do Estado Novo, o maroto do Simão anunciava a "transcendente e histórica" decisão de criar quatro novas universidades e mais 19 estabelecimentos de ensino superior

9 de Setembro: A revolução é já ali

Ao longo de oito meses reuniram-se em segredo. E uma revolução que começou com um papel acabaria com chaimites. Uma viagem com alguns dos Capitães de Abril às casas onde, há 40 anos, conspiraram até derrubar o regime

25 de julho: A terceira via

Após a frustrante experiência da Ala Liberal, três ex-deputados organizaram um encontro de reflexão aberto a todas as tendências pró- democracia. Dali não saíram candidatos às legislativas de outubro, mas o centrismo ganhou espaço

24 de Setembro: Da 'Guiné-Portuguesa' a Guiné-Bissau A declaração unilateral da independência da pequena colónia da África Ocidental abriu decisivamente caminho à queda da ditadura

16 de outubro: Choque na Bolsa            

O deflagrar da Guerra israelo-árabe do Yom Kippur e a consequente subida dos preços do petróleo fez com que praça financeira de Lisboa passasse da euforia à depressão em pouco mais de um ano

 

28 de outubro: A última 'farsa eleitoral'            

Seis meses antes da queda, o regime, em busca de "legitimidade", encenou ainda uma ida às urnas. Mas o tiro saiu-lhe pela culatra

16 de dezembro: Agitação nos liceus   

A prisão de 151 estudantes do ensino secundário foi mais um sinal da desagregação do regime. A maioria será libertada no dia seguinte depois de humilhada, mas onze seguiram para Caxias. O marcelismo perdia a "elite dos liceus"

28 de dezembro: A revolução invisível               

A projeção excecional de Roma, Cidade Aberta confirma: o que se passava por detrás das telas e com holofotes fraquinhos e discretos estava já muito bem direcionados... para a liberdade, claro

1974

11 de fevereiro: Temor do palco            

Era no teatro, mais do que em arte qualquer, que o regime exercia o seu poder de censura. Mas havia quem não desistisse

23 de fevereiro: O best-seller que ninguém leu            

O livro Portugal e o Futuro, de António de Spínola, prenunciou a mudança do regime, mas o modelo que viria a ser adotado nada teve que ver com as propostas do general do monóculo

16 de março: 'Reina a ordem em todo o país'  

A saída prematura de uma coluna militar do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, acabou mal, mas anunciou ao País e ao Mundo que estava para breve o derruba da ditadura

24 de março: Missão: condenar              

Uma absolvição foi a exceção. As duas penas maiores e as três correccionais contidas na última sentença do Tribunal Plenário da Boa-Hora sintetizam as arbitrariedades de quase cinco décadas

29 de março: Muito mais do que um concerto 

Já cheirava a revolução naquela noite em que Grândola Vila, Morena foi cantada em coro por milhares de vozes no Coliseu dos Recreios. O regime ainda tentou cancelar este I Encontro da Canção Portuguesa, mas já não lhe sobravam forças...

18 de abril: Os últimos presos políticos              

Pensavam ter o disfarce perfeito para ajudar a distribuir o Avante! Mas uma denúncia pôs a PIDE no seu encalço e acabaram em Caxias

23 de abril: E não haveria mais manifestações proibidas           

Dois dias antes do 25 de Abril, ao final da tarde, o centro da Cova da Piedade foi agitado por um grupo da esquerda radical

Cartoon

 

Os assinantes da VISÃO podem encomendar a VISÃO História através do telefone 707 200 350, ou do site www.assineja.pt, recebendo comodamente a revista em casa.