Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

VISÃO História, cinco mil anos de avanços da Medicina

Visão História

  • 333

A nova edição da VISÃO História, já nas bancas, revela o fascinante percurso dos avanços do Homem na luta contra a doença e a morte

Imaginava que a Europa perdeu um terço da sua população em apenas três anos, entre 1348 e 1351, por causa da Peste Negra? Ou que a cidade do Porto foi literalmente fechada, em 1899, por causa de um surto epidémico? Estas e outras histórias fazem parte do capítulo sobre doenças incluído na VISÃO História nº40, disponível nas bancas.

Trata-se de uma edição em que se tenta traçar o impacto da Medicina no percurso da História. A luta contra a doença é, talvez, a mais antiga das guerras em que o ser humano se empenhou.

O que as descobertas relacionadas com a ciência médica permitiram à Humanidade progredir é absolutamente extraordinário. Nesta edição se conta, na parte dedicada às descobertas, como os cirurgiões deixaram de ser barbeiros e passaram a ser médicos, por exemplo, e como foram inventadas as primeiras próteses. Ou a importância que o genial Leonardo da Vinci teve no nosso conhecimento atual sobre o corpo humano.

E revela-se, no último capítulo da revista, os importantissímos contributos dos portugueses para essa luta desigual contra a morte, muitos deles desconhecidos do grande público. Sabia, por exemplo, que o primeiro tratado sistemático moderno sobre o conjunto das doenças mentais foi elaborado, no séc. XVII, por Filipe Montalto? Ou que não foi a descoberta de Egas Moniz que lhe valeu o Prémio Nobel aquela que mais revolucionou as nossas vidas, mas a invenção da angiografia, que permitiu pela primeira vez a visualização da circulação arterial cerebral do homem através do Raio X? Ou, ainda, que se deve a Abel Salazar a descoberta de um dos componentes das células?

SUMÁRIO

OS PRIMÓRDIOS

O legado do homem do gelo

Congelado desde o Neolítico, um corpo encontrado nos Alpes revelou-se um boletim clínico muito completo.
E deu azo a uma teoria espantosa: a acupuntura pode ter nascido 2 mil anos antes do que se pensava. Por Francisco Galope

E Mao salvou a tradição

Com 3 mil anos de vida, a medicina tradicional chinesa, «ressuscitada» pelo líder comunista, deve parte da sua popularidade no Ocidente 
ao apêndice de um jornalista americano. Por Francisco Galope

Hipócrates, o ‘pai’ da Medicina

Embora a ciência médica não tenha sido fundada 
por este grego dos séculos V e IV a.C., é a ele que se deve a sua sistematização. Por Adelino Cardoso

Quando os árabes eram os mestres

Eles trouxeram para a Península Ibérica o progresso científico da época de ouro do Islão. Quando o resto 
da Europa medieval vivia ainda nas Trevas, 
aqui anteviam-se já as luzes do Renascimento. Por Emília Caetano

AS DOENÇAS

Lepra, entre o medo e a compaixão

Mais do que da doença, somos herdeiros 
dos estigmas criados em torno dela: o terror 
do contágio e da metáfora do leproso. Por Rita Sampaio da Nóvoa

Peste negra, o fim de um mundo

Segundo os cálculos mais prudentes, a Europa terá perdido um terço da população entre 1348 e 1351. Mas o balanço pode ser ainda mais trágico. Da pior epidemia de sempre nasceria uma sociedade nova. Por Luís Almeida Martins

Sífilis, o mal francês

Doloroso, considerado «castigo divino» 
e socialmente mal-visto, o morbo galico afligiu 
a Humanidade até à descoberta da penicilina. Por Adelino Cardoso

O cerco da peste no Porto

Além do das Lutas Liberais, houve outro cerco,
 em 1899, que os portuenses preferem esquecer: 
o da peste. Atacada pela epidemia, a cidade foi cercada por tropas para ninguém. Por David Pontes

Vacina maravilhosa…

…cheia de encantos mil. Sem a guerra 
travada contra as epidemias no início do século XX, 
o Rio de Janeiro teria hoje bem menos fascínio. Por Luís Almeida Martins

Tuberculose, o mal do século XIX

Doença tão antiga quanto a Humanidade, continua hoje a ser uma das maiores assassinas do planeta . Por Luís Pedro Cabral

PARA GRANDES MALES, GRANDES DESCOBERTAS

Aprender a ser médico

Da Escola Médica de Salerno até às modernas faculdades vai um longo percurso nem sempre linear. Por Manuel Valente Alves


Cirurgia, a arte de curar com as mãos

Viagem a um tempo em que quem dominava 
a navalha eram os barbeiros – e como eles ajudaram 
a abrir caminho para tratar doenças. Por João Carlos Fortuna Campos e Teresa Campos

Conhecer o corpo por dentro

Os desenhos anatómicos de Leonardo da Vinci ou as descrições de Vesálio abriram o caminho ao raio X e às mais modernas técnicas de observação. Por Manuel Valente Alves

Pequenas grandes revoluções

O percurso e a evolução de alguns instrumentos que ajudaram a conhecer e a perceber melhor o funcionamento do corpo humano

A revolução farmacêutica

O isolamento dos princípios ativos, a criação de novas substâncias e a descoberta dos antibióticos foram 
as grandes fases da luta contra a doença e a dor. Por Paula Basso

Comprar saúde com vacinas

Combater a doença recorrendo aos agentes 
causadores dessa própria doença foi uma das maiores descobertas de sempre. Por Joana Lobo Antunes

O erro que salva milhões de vidas

Há um antes e um depois dos antibióticos. Em 90 anos, sentenças de morte transformaram-se em problemas ligeiros. Mas o abuso destes medicamentos está a virar o jogo – talvez irremediavelmente. Por Sara Sá

O direito à saúde

O Serviço Nacional de Saúde, criado em 1979, 
colocou Portugal entre os países mais desenvolvidos, mas a posterior globalização criou problemas 
para os quais é preciso encontrar respostas. Por Manuel Valente Alves

Viver para sempre, como sempre

A recente euforia com os novos milagres da Medicina 
não é recente, e os milagres não são novos. Por Clara Pinto Correia

OS CONTRIBUTOS PORTUGUESES

Garcia de Orta, um trabalho pioneiro

Em pleno Renascimento, os Descobrimentos 
ibéricos deram um importante contributo para o desenvolvimento da Medicina. Por Adelino Cardoso

Hospital Real de Todos os Santos, o ‘esprital’
grande de Lisboa

A Coroa entendeu chamar a si a assistência na saúde, até aí entregue à Igreja. E surgiu um edifício que iria ser marcante em Lisboa durante três séculos. Por Emília Caetano

Filipe Montalto, a redescoberta da psiquiatria

Ao judeu português que foi médico da corte
francesa no tempo de Maria de Médicis deve-se
uma sistematização das doenças mentais. Por Adelino Cardoso

Ribeiro Sanches, o português da ‘Encyclopédie’

Com a experiência adquirida enquanto médico 
do Exército Imperial Russo, notabilizou-se no estudo das doenças vénereas. Por Bruno Barreiros

Egas Moniz, a escola portuguesa de angiografia

Médico, investigador, colecionador de arte, 
político e diplomata, o laureado com o Nobel da Medicina em 1949 foi um dos grande vultos portugueses do século XX. Por Manuel Valente Alves

Abel Salazar, a transversalidade das experiências

Autêntica ‘figura da Renascença’ no século XX português, foi mal compreendido no seu tempo
por indissociar a Ciência e as Humanidades. Por Manuel Valente Alves

Onde está a alma?

Coração? Fígado? Cérebro? Em que parte do corpo se aloja aquilo 
que nem sabemos bem definir? Por Alexandre Castro Caldas